Engajamento individual na sustentabilidade faz energia limpa crescer 88% no Brasil

  • Robson Leite
  • Publicado em 5 de maio de 2026 às 18:00
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Hábitos ecológicos ganham força, refletidos no interesse dos brasileiros por práticas como reciclagem, coleta seletiva e compostagem

Em meio ao agravamento da crise climática e à crescente pressão por soluções sustentáveis, o Brasil tem avançado em iniciativas estruturais voltadas à preservação ambiental.

Segundo pesquisa divulgada pelo Balanço Energético Nacional (BEN), de 2025, o país atingiu recordes no uso de fontes renováveis, com destaque para os crescimentos de 39,6% na energia solar e 12,4% na eólica.

Os dados mostram a forte adesão institucional às questões ambientais. Nesse cenário, o discurso e as ações voltadas à redução da crise climática vem de encontro ao comportamento dos brasileiros, que têm buscado com maior frequência informações sobre sustentabilidade e formas de adotá-la no dia a dia.

Ações sustentáveis mais buscadas no Brasil

Para entender as ações sustentáveis mais buscadas pelos brasileiros, foi realizado um levantamento com base no volume médio de buscas no Google Brasil, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, revelou quais são as práticas mais procuradas.

Reciclagem (81.000 buscas)

A partir da separação de papel, metal, plástico e vidro, é possível reduzir resíduos e reaproveitar materiais. Além disso, descartar os itens limpos e secos facilita o processo.

Coleta seletiva (33.000)

Diretamente ligada à reciclagem, facilita a separação correta dos resíduos no dia a dia. Para isso, vale organizar lixeiras por tipo de material.

Compostagem (17.000)

Transforma resíduos orgânicos, como restos de alimentos, em adubo natural. Dessa forma, reduz o volume de lixo doméstico.

Economia circular (14.000)

Na prática, envolve reutilizar, consertar e reciclar produtos. Isso reduz o desperdício e prolonga a vida útil dos materiais.

Educação ambiental (13.000)

Estimula o aprendizado sobre práticas mais responsáveis com o meio ambiente. Pode ser aplicada em escolas, projetos e até no cotidiano.

Consumo consciente (13.000)

Incentiva escolhas mais responsáveis, evitando desperdícios e excessos. Uma forma de aplicar é priorizar produtos duráveis e de menor impacto.

Agroecologia (13.000)

Promove práticas agrícolas que respeitam os ciclos naturais e o meio ambiente. Inclui o uso reduzido de agrotóxicos e técnicas mais equilibradas.

Logística reversa (8.000)

Envolve o retorno de produtos ao ciclo produtivo após o consumo. Isso pode ser feito ao devolver embalagens ou eletrônicos em pontos de coleta.

Reflorestamento (7.000)

Consiste no plantio de árvores para recuperar áreas degradadas. Pode ser feito por meio de projetos ambientais ou iniciativas locais.

Eficiência energética (5.000)

Busca reduzir o consumo de energia sem comprometer o uso no dia a dia. Trocar equipamentos por modelos mais econômicos é uma alternativa.

Agricultura sustentável (4.000)

Equilibra produção agrícola e preservação ambiental. Para isso, utiliza técnicas que conservam o solo e os recursos naturais. Assim, garante produção em longo prazo.

Economia de energia e de água (2.000 cada)

Inclui atitudes simples, como apagar luzes e reduzir o tempo de banho. Também envolve fechar torneiras e evitar desperdícios.

Carona compartilhada (2.000)

Consiste em dividir o transporte com outras pessoas no mesmo trajeto. Como resultado, há menor emissão de poluentes.

Captação de água da chuva (1.000)

Armazenamento da água da chuva para usos não potáveis. Pode ser utilizada para limpeza ou irrigação, por exemplo. Assim, contribui para economizar recursos hídricos.

Sustentabilidade na escola e o que estudar para o Enem

O assunto tem ganhado espaço significativo no ambiente educacional. Escolas e universidades têm promovido debates, projetos e atividades voltadas à conscientização ambiental.

Nesse contexto, o tema aparece com frequência em discussões acadêmicas e também nas listas de conteúdos sobre o que estudar para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Questões relacionadas a sustentabilidade, consumo consciente e impactos ambientais são recorrentes, o que evidencia a relevância do assunto na formação crítica dos estudantes.

Ao mesmo tempo, essa presença nas instituições de ensino contribui para formar uma geração mais engajada, capaz de adotar uma ação sustentável no cotidiano e influenciar mudanças positivas na sociedade.


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