Vereadores vão realizar apuração, mesmo com o anúncio de relatório pela Prefeitura

  • Marcia Souza
  • Publicado em 7 de maio de 2021 às 15:00
  • Modificado em 7 de maio de 2021 às 15:24
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Donizete diz que função da Câmara é investigar tanto os nomes quanto os erros administrativos

Donizete diz que função da Câmara é investigar tanto os nomes quanto os erros administrativos

De posse do relatório prévio da sindicância municipal que investiga pessoas que furaram a fila da vacinação contra a covid-19, a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Coronavírus da Câmara Municipal de Franca se reuniu novamente na manhã dessa sexta-feira, 07.

Estavam presentes os vereadores Donizete da Farmácia (MDB), presidente da comissão; o vice-presidente, Carlinho Petrópolis Farmácia (PL); e os membros Gilson Pelizaro (PT), Marcelo Tidy (DEM) e Zezinho Cabeleireiro (PP), além de servidores da Casa.

No encontro, os parlamentares debateram as informações contidas no relatório. O documento informa que há 917 nomes com erros cadastrais, sendo a principal falha o cadastro de trabalhadores da saúde acima de 60 anos como idosos.

Isso aconteceu porque “no início da vacinação não haviam (sic) critérios para o registro das doses aplicadas”, segundo o relatório, e os profissionais da Vigilância Epidemiológica entenderam que deveriam cadastrar essas pessoas no mesmo protocolo da imunização contra a influenza.

Das pessoas que foram imunizadas com a sobra técnica (também chamada de xepa), duas não estavam inseridas nos critérios técnicos e, por isso, não poderiam ter recebido as doses.

A frente parlamentar também irá analisar algumas outras irregularidades. Por exemplo, a Prefeitura informou à Câmara que a lista integral das pessoas vacinadas continha o CPF destas, mas o dado encontra-se ausente da relação. Donizete comentou os próximos passos da comissão:

“Nós iremos usar esse relatório como uma ferramenta para a nossa auditoria, que será independente da realizada pelo Executivo. Lógico que vamos aproveitar o que chegou até a gente, mas vamos fazer uma investigação à parte. Não ficaremos dependentes apenas do relatório da sindicância”.


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