10 perguntas que os pais mais fazem aos pediatras; respostas que aliviam a ansiedade

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 5 de outubro de 2025 às 19:00
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Cada criança é única e cada família tem sua dinâmica, por isso, a relação de confiança com o pediatra faz a diferença nesse processo

Quando um bebê chega à família, junto com todo o amor também surgem muitas inseguranças. No consultório pediátrico, algumas perguntas se repetem com frequência e conhecer as respostas pode trazer tranquilidade aos pais.

A Dra. Mariana Bolonhezi, pediatra e CEO do Instituto Macabi, reuniu as dez dúvidas mais comuns que recebe no dia a dia:

Quando medicar a febre;

Se febre alta causa convulsão;

Se é preciso acordar o bebê para mamar;

Em quais situações realmente se deve ir ao pronto-socorro;

Se está tudo bem a criança não querer comer quando está doente;

O que fazer quando o bebê não evacua;

Se o choro diário no fim da tarde é normal;

Se pode dar o peito antes de três horas;

Se dormir no colo faz mal;

Como identificar se o recém-nascido está com frio ou calor.

Pais ansiosos

Entre essas perguntas, algumas são mais urgentes e costumam deixar os pais ainda mais ansiosos. É o caso da febre, por exemplo.

Segundo a pediatra, não existe um número fixo no termômetro que determina o uso do medicamento:

“Eu costumo orientar que não medicamos o termômetro, mas sim a criança. Se ela está indisposta, com dor ou abatida, pode ser interessante medicar, mesmo que a febre não esteja tão alta. Por outro lado, se a criança está brincando, se alimentando bem e ativa, mesmo com 38°C, muitas vezes não há necessidade imediata de remédio”.

Outra preocupação frequente é se a febre de 40°C causa convulsão. De acordo com a especialista, não é a temperatura em si que provoca a convulsão febril, mas a velocidade com que a febre sobe.

“Algumas crianças têm limiar mais baixo e podem convulsionar até com 37,8°C. Por isso, o mais importante é observar o quadro geral e conversar com o pediatra sobre a melhor conduta”.

Dúvidas sobre a amamentação

A amamentação também gera muitas dúvidas, especialmente nos primeiros dias de vida. Precisa acordar o bebê para mamar? A resposta é: depende.

“O bebê passou nove meses recebendo nutrientes sem sentir fome. Ele não sabe pedir, então pode ser necessário acordá-lo para evitar hipoglicemia e também para estimular a amamentação, que é um aprendizado para mãe e filho. Depois que a amamentação está estabelecida, durante o dia pode ser útil acordar para manter o ritmo, mas à noite vale seguir a livre demanda. Se ele acordar, mama; se não acordar, tudo bem deixar dormir”.

Outra questão que leva muitos pais ao consultório é quando realmente é preciso procurar o pronto-socorro.

A febre isolada, mesmo alta, não é motivo de corrida ao hospital. O que demanda atenção imediata são situações como dificuldade para respirar, vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos, convulsão, desmaio ou acidentes com repercussão importante.

Para os demais casos, o ideal é manter contato com o pediatra e marcar uma avaliação em consultório.

Alimentação

Por fim, há a dúvida se está tudo bem a criança não querer comer quando está doente. A resposta é sim. Assim como os adultos, os pequenos também podem perder o apetite em quadros virais. O mais importante é garantir a hidratação e oferecer líquidos; o apetite volta naturalmente conforme a melhora clínica.

Essas cinco respostas são as que mais aliviam a ansiedade das famílias, mas as demais dúvidas listadas também são extremamente comuns no dia a dia.

“Não existe manual pronto para criar um filho, cada criança é única e cada família tem sua dinâmica. Por isso, a relação próxima e de confiança com o pediatra faz toda a diferença nesse processo”, conclui a Dra. Mariana.


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