Não há pé no acelerador que aguente: enquanto a inflação está em torno de 6%, os combustíveis subiram 35% (etanol), 25% (gasolina) e 24% (diesel).
Situação estaria controlada e o gasto para abastecer o carro não deve mudar muito até o final do ano.
Os combustíveis foram os vilões da inflação brasileira no primeiro semestre deste ano: o etanol liderou o ranking de alta (35,71%), seguido do gás veicular (27,34%), da gasolina (25,56%) e do diesel (24,58%), de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Mas o que esperar para os próximos seis meses: alta, manutenção ou queda nos preços? Para os especialistas ouvidos pelo portal 6 Minutos, o gasto para encher o tanque deve continuar praticamente o mesmo até o final do ano.
Em São Paulo, por exemplo, o litro da gasolina comum custava, em média, R$ 4,336 em janeiro e passou para R$ 5,398 em junho. Em Franca, de cerca de R$ 4,359 passou para R$ 5,788, em média.
Renato Veloni, economista e professor de macroeconomia no Ibmec-SP, diz que a situação já está controlada e que o gasto para abastecer o carro não deve mudar muito até o final do ano.
E o etanol?
A boa notícia é que como o petróleo já chegou ao nível pré-pandemia, é improvável que suba muito nos próximos meses. A Petrobras já recompôs os valores, corrigindo o preço nas refinarias. O que se pode esperar até o final do ano são movimentos menores do que a volatilidade vista até agora.
Apesar de não depender do petróleo para sua produção, o etanol está diretamente ligado ao preço da gasolina.
A expectativa de diminuição da safra de cana-de-açúcar em 10%, a alta demanda dos consumidores e o aumento do preço da gasolina são fundamentais para definir o preço do etanol nos próximos meses – e já impactaram no aumento dos preços do 1º semestre.
Não há expectativa de que os preços diminuam no transcorrer deste ano, mas a partir do ano que vem pode ocorrer o equilíbrio de oferta e demanda, com os preços se ajustando para baixo.