Tentando emagrecer sozinho? Veja 5 erros que podem estar sabotando seus resultados

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 22 de junho de 2026 às 19:00
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Nutricionista revela os erros mais comuns de quem está tentando perder peso sem acompanhamento e explica como evitá-los

Eliminar os quilos extras está entre os objetivos mais comuns de milhões de pessoas em todo o mundo.

Ainda assim, na busca por mudanças rápidas, muita gente acaba recorrendo a dietas da internet, restrições severas, medicamentos sem orientação profissional e promessas milagrosas que raramente se sustentam de forma duradoura.

O desafio acompanha uma realidade cada vez mais preocupante: segundo o World Obesity Atlas 2026, quase 3 bilhões de pessoas vivem com sobrepeso ou obesidade, número que pode se aproximar de 4 bilhões até 2035.

Segundo Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, a redução de peso é influenciada por aspectos metabólicos, hormonais, comportamentais e emocionais que exigem uma conduta individualizada.

A nutricionista diz que “o suporte médico e nutricional contínuo permite identificar barreiras, ajustar estratégias e oferecer apoio a quem busca emagrecer durante essa trajetória. Com o avanço da telemedicina, esse cuidado se torna mais acessível e frequente, favorecendo o monitoramento da evolução e a adesão ao tratamento”.

Veja cinco erros comuns que podem comprometer o progresso de quem tenta perder peso por conta própria:

1. Acreditar que pular refeições acelera o emagrecimento

Pular o café da manhã, passar horas em jejum ou evitar completamente determinados alimentos costuma ser uma prática comum entre quem deseja reduzir medidas.

“Quando os hábitos alimentares são marcados por muitas restrições, a pessoa pode encontrar mais obstáculos para seguir o planejamento nutricional no dia a dia. Por isso, abordagens mais flexíveis e adaptadas à realidade de cada indivíduo costumam apresentar benefícios mais consistentes ao longo do tempo”, orienta.

2. Avaliar o progresso apenas pelo número da balança

Vestir uma numeração menor, notar menos inchaço e perceber mais disposição no dia a dia também são sinais de evolução. Por isso, usar apenas os quilos como referência pode transmitir uma impressão equivocada sobre os avanços conquistados.

“A balança mostra apenas a massa corporal total e não consegue indicar, sozinha, tudo o que está acontecendo. Quando a pessoa observa apenas os quilos, pode se desmotivar e acreditar que não está evoluindo. Por isso, é importante acompanhar outros indicadores para ter uma visão mais completa do progresso”, ressalta a nutricionista.

3. Ignorar o impacto do sono 

A qualidade do descanso interfere em mecanismos ligados ao apetite, à saciedade e ao metabolismo. “O sono participa da regulação de hormônios relacionados à fome e à saciedade.

Quando o repouso é comprometido, pode haver aumento da fome, maior desejo por alimentos ultraprocessados e mais dificuldade para manter escolhas equilibradas no dia a dia. Por isso, para a maioria dos adultos, a recomendação é dormir entre 7 e 9 horas por noite”, relata.

4. Acreditar que a alimentação é o único fator envolvido

Aspectos como alterações hormonais, predisposição genética, uso de alguns medicamentos, privação de sono e níveis elevados de estresse também podem interferir no controle do peso.

“Quando existem barreiras persistentes para o emagrecimento, mesmo após adaptações no estilo de vida, é importante investigar possíveis condições associadas. Alterações na tireoide, resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos e o uso de determinados medicamentos são alguns exemplos que podem influenciar o funcionamento do organismo e exigir uma conduta específica”, pontua.

5. Ignorar que a fase de manutenção exige cuidados diferentes

O padrão alimentar adotado durante a fase de emagrecimento nem sempre será o mesmo recomendado para a manutenção.

“As necessidades do organismo mudam, assim como a ingestão calórica, as escolhas alimentares e as metas de cada indivíduo. Por isso, a assistência especializada permite acompanhar o progresso de forma contínua, realizar ajustes sempre que necessário e aumentar as chances de preservar as conquistas de forma duradoura”, conclui.


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