Arranhar é instinto felino, mas com ajustes simples dá para preservar a casa e o bem-estar do pet
Quando o gato está arranhando o sofá, ele não está provocando. Ele está se comportando como gato (Foto Freepik)
Quando o gato está arranhando o sofá, ele não está provocando. Ele está se comportando como gato. Arranhar faz parte da natureza felina. É uma forma de marcar território, alongar o corpo e aliviar tensão.
O problema surge quando esse instinto encontra móveis frágeis. E vira conflito dentro de casa. Entender o motivo é o primeiro passo. Punir nunca resolve.
Por que os gatos arranham tanto
Arranhar cumpre várias funções importantes. E nenhuma delas é estética.
Principais motivos:
– Afiar e renovar as unhas.
– Alongar músculos e articulações.
– Marcar território com cheiro e visual.
– Liberar estresse e ansiedade.
Se o gato não arranha o local certo, ele vai escolher outro. Normalmente, o sofá.
O erro mais comum dos tutores
Muita gente tenta resolver com bronca. Ou afastando o gato à força. Isso gera medo. E não muda o comportamento.
Outro erro frequente é oferecer arranhadores inadequados. Pequenos demais ou mal posicionados. O gato até tenta, mas volta para o móvel favorito.
Como proteger seus móveis na prática
A solução está em redirecionar. Não em proibir.
Ofereça o arranhador certo
O arranhador precisa agradar ao gato. Não só combinar com a decoração.
Observe:
– Altura suficiente para alongar o corpo.
– Estrutura firme, que não balance.
– Material que ofereça resistência.
Arranhadores verticais costumam funcionar melhor. Mas alguns gatos preferem os horizontais.
Posicione no lugar estratégico
Lugar importa muito. Mais do que o tipo de arranhador.
Dicas certeiras:
– Coloque perto do sofá atacado.
– Posicione em áreas de passagem.
– Evite cantos escondidos da casa.
O gato arranha onde circula e onde se sente seguro.
Truques simples que ajudam de verdade
Além do arranhador, alguns recursos funcionam bem.
Você pode:
– Proteger temporariamente o móvel com capas.
– Usar fita dupla-face nos pontos atacados.
– Aplicar aromas cítricos no sofá.
– Usar sprays repelentes próprios para gatos.
Essas medidas não machucam e ajudam a mudar o hábito.
Reforço positivo funciona melhor
Quando o gato usa o arranhador, recompense. Mesmo que pareça óbvio.
Vale:
– Petisco.
– Carinho.
– Voz suave.
O gato associa o comportamento certo a algo bom e repete. Já o castigo cria insegurança e aumenta o estresse.
Atenção ao estresse do ambiente
Gatos arranham mais quando estão tensos. Mudanças afetam muito o comportamento.
Fatores comuns:
– Mudança de casa.
– Chegada de outro pet.
– Falta de estímulo.
– Pouco tempo de interação.
Brincadeiras diárias ajudam. Enriquecimento ambiental faz diferença.
E quando nada parece funcionar?
Se o comportamento é excessivo, investigue. Pode haver algo além do instinto.
Observe:
– Aumento repentino dos arranhões.
– Agressividade associada.
– Mudanças no apetite.
Nesses casos, orientação veterinária ajuda. E pode evitar problemas maiores.
Conviver é adaptar, não brigar
Gatos não deixam de ser gatos. Mas aprendem limites quando o ambiente ajuda.
Proteger os móveis não é guerra. É ajuste de convivência. Com paciência e estratégia, dá certo e todo mundo sai ganhando.