A busca por isonomia tributária é uma das reivindicações de entidades do varejo nacional desde a regulamentação do benefício
A empresária Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, afirmou, em entrevista para o jornal O Globo, que a taxação das importações de até US$ 50 ficou justa, ainda que a alíquota de 20% esteja abaixo do reivindicado inicialmente.
Conhecida como “taxação das blusinhas”, a tributação impacta as empresas que usufruem de isenção no imposto de importação nas remessas internacionais de até US$ 50, benefício este concedido para aquelas certificadas no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
O Magazine Luiza, inclusive, está entre as empresas certificadas, mas, segundo Trajano, não será afetada, tendo em vista que o ticket médio da empresa é mais elevado.
Ao jornal O Globo, ela afirmou que luta pela pequena e média empresa, que aponta como profundamente afetadas.
O ideal seria benefício igual
“Ficou os 20%, e ficamos felizes, é mais justo. Você pode comprar uma camisa mais barata com a isenção, mas você tira o emprego que vai fazer as pessoas terem o dinheiro para comprar a camisa”, disse ao jornal.
Para ela, não teria problema manter a isenção, contanto que o mesmo benefício se estendesse para as indústrias nacionais.
A busca por isonomia tributária é uma das reivindicações de entidades que representam o varejo nacional desde a regulamentação do benefício.
“Nossa luta era para que caso se mantivessem a isenção dos importadores até US$ 50, que dessem a mesma isenção até US$ 50 para nós. Passou os 20%, não era o ideal, mas tem alguma coisa para brigar de igual para igual”, segundo notícia do portal Moneytimes.