Limite de isenção de IR deveria subir para 4.394,83 se tabela fosse corrigida

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 23 de dezembro de 2021 às 18:00
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Tabela progressiva do imposto de renda foi corrigida em 111,5% entre janeiro de 1996 e novembro de 2021, enquanto a inflação foi de 388,32%

A Associação dos Auditores Fiscais aponta uma grande defasagem na tabela progressiva do Imposto de Renda

O congelamento da tabela de Imposto de Renda tira o direito de isenção de 15,1 milhões de brasileiros, segundo cálculos da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal).

O presidente Jair Bolsonaro havia prometido durante sua campanha eleitoral que elevaria a faixa de isenção para R$ 5.000. Hoje, são isentos do pagamento de Imposto de Renda contribuintes com renda tributável mensal de R$ 1.903,98,

“Esse fato faz com que cada vez menos brasileiros estejam isentos de realizar essa declaração e consequentemente recolher esse tributo. Além disso, os valores a serem restituídos também se mostram cada vez menores”, afirma o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Defasagem é de 130%

Segundo ele, a tabela progressiva do imposto de renda foi corrigida em 111,5% entre janeiro de 1996 e novembro de 2021. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 388,32%.

“Isso impactou numa defasagem de 130,82%. Se tabela tivesse sido corrigida pelos índices oficiais da inflação, o limite atual de isenção atual deveria ser de R$ 4.394,84 “, disse.

Ele diz que a falta de atualização também impacta nos valores das deduções. O abatimento com despesas com instrução, por exemplo, está congelado em R$ 3.561,50. Se fosse feita uma correção pela inflação, esse valor subiria para R$ 8.301,36. Já as despesas com dependentes, que atualmente é de R$ 2.275,08, subiria para R$ 5.273,80.


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