Jornalista lança livro sobre aprendizados ao deixar a Globo após trinta anos

  • Salvador Netto
  • Publicado em 3 de novembro de 2020 às 23:13
  • Modificado em 11 de janeiro de 2021 às 07:22
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O jornalista Fernando Rocha apresentava o “Bem estar” e agora se dedica a dois podcasts

Fernando Rocha reúne na obra cinco de seus aprendizados neste período

O ano de 2020 trouxe consigo uma pandemia e uma série de interrogações para muita gente. Na vida de Fernando Rocha, essa saga começou em 2019. 

Após quase 30 anos, o jornalista deixou a TV Globo, onde apresentava o “Bem Estar”, e se viu num processo de reconstrução. O repórter compartilha sua jornada em busca de seu propósito no livro “Como ser leve em um mundo pesado” (R$ 29,90), lançado pela editora Rocco.

“Quando você sai de um emprego que foi muito importante, você se pergunta qual é seu plano B. Enquanto escrevia o livro, vi que o que eu precisava mesmo era de um propósito. Demorei um ano para entender”, diz.

O jornalista reúne na obra cinco de seus aprendizados neste período, além de entrevistas com profissionais que encontraram seu propósito.

“Quando eu olhei pelo retrovisor do tempo, fui percebendo que cinco coisas foram fundamentais para que eu tivesse ficado em pé . A primeira foi a percepção dos sinais que a vida manda. A segunda ter tido iniciativa. Aprender a rir de mim mesmo foi fundamental. E ver a necessidade de ser resiliente e a conhecer as minhas emoções também”.

Conhecido pelo bom humor, o jornalista assume que enfrentou alguns sentimentos negativos durante o processo de autoconhecimento.

“Senti medo, angústia, apreensão. Mas é assim que a gente adquire conhecimento para seguir em frente. A alegria é etérea, mas não te dá substrato para o aprendizado”, diz Fernando, que está acostumado a “ver o copo meio cheio”: “Não sei ver a vida de um lado mais ranheta”.

Atualmente, Fernando tem feito conteúdos para o Yahoo e apresenta os podcasts “Na medida do possível” , em que continua discutindo questões ligadas a saúde, e “Macho Detox”, no qual propõe uma discussão sobre o a questão de gênero.

“É um momento de redescoberta, como se eu tivesse começando a carreira de repórter num novo jornalismo, após três décadas numa caixinha, pensando de um jeito só”.