Heineken precisará de 80 litros de água por segundo em Passos; veja mais númeross

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 28 de abril de 2022 às 17:00
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Empresa assinou termo de compromisso ambiental com os Ministérios Públicos Estadual e Federal para garantir operação

Área em que a fábrica será construída em Passos fica na zona rural da cidade

O projeto de operação da fábrica da Heineken em Passsos-MG vai precisar de 80 litros de água por segundo, informou o prefeito da cidade, Diego Oliveira.

Segundo reportagem do jornal O Tempo, a estimativa leva em consideração o fluxo inicial dos trabalhos que deve ter uma produção anual de 5 milhões de hectolitros de cerveja, segundo a cervejaria. Em uma projeção diária, o consumo hídrico pode chegar a 6,9 milhões de litros.

Oliveira apontou que na operação integral da fábrica o consumo hídrico poderá chegar a 200 litros por segundo.

Para que a captação necessária para a produção cervejeira não afete a cidade, será construída uma adutora para ligar o Ribeirão Bocaina ao Rio Grande, onde está localizada a Usina Hidrelétrica de Furnas. A engenharia busca garantir um equilíbrio hídrico na cidade e não causar desabastecimento.

Questão ambiental

“A Heineken para tomar essa deisão esgotou todas as possibilidades. A questão ambiental foi levada bem a sério, tiveram conversa com a ANA (Agência Nacional das Águas e Saneamento), Furnas, Semad (Secretaria estadual de Meio Ambiente) e superou todos os obstáculos”, informou o prefeito.

Durante o evento que anunciou a instalação da fábrica em Passos, a empresa assinou um Termo de Compromisso Ambiental com os Ministérios Públicos Estadual e Federal. A medida foi feita após o imbróglio que resultou na desistêencia da empresa em instalar-se eem Pedro Leopoldo, na Grande BH.

O termo assinado determina que a empresa cumpra alguns requisitos na operação do empreendimento. Entre eles está o uso de energia 100% renovável com neutralidade nas emissões de gases de efeito estufa, medida que será implantada pela cervejaria. Também será preciso reduzir e compensar, ao máximo, as emissões que não sejam evitadas.

Todos os resíduos sólidos gerados na fábrica não poderão ser encaminhados para aterros sanitários, devendo ser reaproveitados para reciclagem, além de providenciar o tratamento completo da água utilizada no empreendimento e devolvendo-a aos cursos hídricos em “inteira conformidade com os parâmetros da legislação brasileira”.


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