Com a chegada do verão, cresce a pressão por resultados rápidos e a busca por soluções imediatistas, muitas vezes, com dietas restritivas e treinos improvisados.
A ciência, no entanto, aponta que a transformação física em poucas semanas é possível, desde que construída com estratégia, disciplina e boas escolhas.
Leandra Batista, professora doutora de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), revela que o segredo está na integração de três pilares essenciais: força, aeróbico e sono.
“O que determina a mudança é o comprometimento. Não existe milagre. O que funciona é a combinação adequada entre treinos, alimentação e descanso. Se a pessoa se dedicar, os resultados aparecem”, reforça a especialista.
Para quem busca estruturar um plano eficiente e de curto prazo, a professora de Educação Física indica a tríade indispensável:
Músculo: o motor da mudança
Para resultados em até dois meses, o treinamento de força deve ser prioridade. A musculação é o principal estímulo para aumento da massa muscular, tonificação e aceleração do metabolismo.
“Quanto mais massa muscular, maior a taxa metabólica de repouso, ou seja, você gasta mais energia mesmo parado”, explica Leandra. A recomendação é treinar de duas a três vezes por semana, com intensidade moderada a alta.
Aeróbico: acelerador do emagrecimento
Para potencializar a queima calórica, a dica é intercalar os treinos de força com 20 a 30 minutos diários de atividades aeróbicas, como caminhada, corrida ou bicicleta.
“O trabalho combinado de força e aeróbico é determinante para emagrecimento, tonificação e qualidade de vida. Não é preciso correr uma maratona, o mais importante é melhorar a capacidade cardiovascular”, destaca a professora.
Sono: o pilar esquecido
Os resultados também dependem de hábitos fora da academia. Entre as recomendações simples e eficazes está evitar o uso do celular meia hora antes de dormir, o que melhora o descanso, o humor e a disposição. “Mais importante que a quantidade é a qualidade do sono”, enfatiza Leandra.
De acordo com a docente do CEUB, as mudanças mais sólidas aparecem em cerca de 12 semanas, quando o novo ritmo passa a integrar o estilo de vida.
Além disso, alimentação equilibrada, preferencialmente com acompanhamento nutricional, menor consumo de ultraprocessados, hidratação adequada e pausas ativas ao longo do dia fazem diferença.
“A cada duas horas, inclua movimentos como agachamentos, polichinelos ou uma pequena caminhada. Descer uma parada antes do transporte e caminhar um quarteirão já ajuda. Essas atitudes estimulam o metabolismo”.