Pesquisa revela que 90% dos supermercados devem manter ou contratar ainda mais funcionários
Para maio deste ano, 67% dos empresários supermercadistas acreditam que o número de empregos será mantido, 23% esperam fazer novas contratações e apenas 10% devem realizar demissões.
Os números constam da pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS) sobre a percepção e confiança dos supermercadistas do Estado de São Paulo.
A falta de confiança no atual cenário e as fortes mudanças em relação ao desempenho econômico e político fizeram o otimismo do empresariado paulista cair de 40% em abril para 28% em maio.
Outro ponto é que o Produto Interno Bruto (PIB), para 79% dos supermercadistas, terá queda, assim como a taxa de juros, na opinião de 47%.
Para o presidente da APAS, Ronaldo dos Santos, apesar do pico das vendas ocorridas em março terem alavancado os números no setor, o efeito é passageiro.
Isolamento deve causar mais desemprego e isso aumentará a expectativa de PIB negativo, tendo impacto na renda das famílias.
“Com o tempo, o setor começará a sentir o consumidor migrando para compras mais baratas e de produtos de menor valor agregado”, afirmou o empresário.
Mas empresários de várias cidades, inclusive de Franca, afirmam que a necessidade de contratações ocorre pela maior busca por itens de alimentação, artigos de higiene e limpeza.
As empresas também tentam substituir os funcionários com mais de 60 anos, no grupo de risco da Covid-19, que devem assumir outras funções.
Por isso, a intenção é reforçar as equipes de atendimento para evitar surpresa, com a demanda que deve continuar dentro da normalidade, mesmo com o isolamento social.