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Exportações de café seguem firmes, mas caem 20,3% em relação a maio do ano passado

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 11 de junho de 2021 às 21:00
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Uma das razões para a queda são entraves logístico, como falta de contêineres e espaço nos navios

 

Uma das razões para a queda são entraves logístico, como falta de contêineres e espaço nos navios

As exportações brasileiras de café, em maio de 2021, inclusive com o desempenho de produtores da região de Franca – Alta Mogiana – totalizaram 2,616 milhões de sacas de 60 kg e geraram US$ 357,6 milhões ao país.

No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o desempenho representa queda de 20,3% em volume e de 13,2% em receita cambial. Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Nicolas Rueda, em maio, o desempenho das exportações foi impactado pela continuidade dos entraves logísticos, com falta de contêineres e de espaço nos navios.

“Só não foi maior por conta dos entraves logísticos relativos à disponibilidade de bookings e contêineres, causados por congestionamentos em muitos portos asiáticos e norte-americanos, em função da alta demanda por alimentos e demais produtos nessas regiões ocasionada pela pandemia”, explica.

Mesmo um mês antes do fechamento da temporada 2020/21, o Brasil já bateu o recorde em volume exportado durante uma safra. De julho de 2020 ao final de maio deste ano, o país remeteu 42,5 milhões de sacas ao exterior, o que representa incremento de 14,3% sobre idêntico intervalo anterior e supera as 41,4 milhões de sacas registradas nos 12 meses do ciclo 2018/19, até então o maior nível apurado nas remessas de café do país.

No acumulado de 2021, os Estados Unidos seguem como os principais importadores dos cafés brasileiros, com a aquisição de 3,402 milhões de sacas, crescimento de 2,2% na comparação com igual período em 2020.

Na sequência, vêm Alemanha, com 3,211 milhões de sacas (+6,7%); Itália, com 1,311 milhão (-13%); Bélgica, com 1,276 milhão (+11,1%); e, fechando o top 5, o Japão, com a importação de 981,4 mil sacas (+15,2%).

O café arábica foi o mais exportado pelo Brasil no agregado entre janeiro e maio de 2021, com o envio de 14,680 milhões de sacas ao exterior, o que corresponde a 82,6% do total.

O segundo melhor desempenho foi registrado pelo segmento de solúvel, que embarcou 1,545 milhão de sacas (8,7% do total), seguido pelo café canéfora (robusta e conilon), que soma 1,528 milhão de sacas exportadas (8,6%).


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