Elizângela revolta web ao comparar vacinação contra coronavírus a estupro

  • Salvador Netto
  • Publicado em 20 de dezembro de 2020 às 04:32
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Seguidores da atriz consideram a comparação como ‘egoísmo’, já que a covid-19 ‘é um caso de saúde pública’

(Folhapress) – Elizângela, 65, revoltou a web por seu posicionamento em relação a obrigatoriedade da vacinação contra o coronavírus. 

Em uma postagem no Instagram na sexta-feira (18), a atriz usou uma imagem que dizia “penetração foçada sem consentimento é estupro” com o desenho de uma seringa. Ela ainda completou, usando a frase “meu corpo minhas regras”.

A comparação entre vacinação e estupro levou muitos internautas a criticarem duramente Elizângela. “Decepção. Francamente, não se trata mais de ideologia ou individualismo mas de saúde pública. Quando uma pessoa não se vacina coloca tantas outras em risco, viabilizando a continuidade da pandemia. Essa posição é no mínimo egoísta, para não dizer irresponsável”, escreveu um seguidor da atriz.

A discussão ganhou também o Twitter. “Triste ver Elizângela compartilhar uma coisa dessas e o Ary Fontoura ainda curtir”, disse uma internauta indignada, se referindo ao apoio do consagrado ator ao comentário da artista.

“E 2020 leva mais uma artista. ‘Meu corpo, minhas regras’. Essa é a legenda da foto postada pela atriz bolsonarista e negacionista Elizangela. Ps: A Nazaré tava certíssima quando te empurrou da escada. #Rip Elizangela”, postou outro revoltado, mas sem perder a piada, relembrando Djenane, personagem da atriz na novela “Senhora do Destino” (Globo 2004-2005), que foi morta pela vilã Nazaré Tedesco, após chantageá-la.

Elizângela estreou na TV ainda criança, em 1965, como apresentadora do “Jornal Infantil da Excelsior”, na extinta TV Excelsior, seguindo nesta função no “Topo Gigio Especial”, na Globo. 

A atriz está no ar na reprise de “A Força do Querer” (Globo), vivendo Aurora, mãe da personagem Bibi Perigosa, interpretada por Juliana Paes.

É importante salientar que as vacinas só poderão ser aplicadas no Brasil após receberem a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão regulador vinculado ao Ministério da Saúde.