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“”É preciso acabar com a derrama”, afirma dirigente da FIESP, clamando por reformas

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 20 de abril de 2021 às 21:30
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Reforma tributária é fundamental para retomada econômica e início de um ciclo de crescimento sustentado do PIB

Segundo o vice-presidente da Fiesp, os impostos estão tirando a competitividade da indústria brasileira

“Neste 21 de abril é um absurdo que o excesso de tributos siga sacrificando empregos, implodindo a competitividade dos setores produtivos e reduzindo muito a capacidade de expansão de nosso PIB”.

O alerta é de Rafael Cervone, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP).

A data marca os 229 anos da bárbara execução de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira, movimento que lutou pela independência do Brasil e contra a exorbitância do imposto denominado derrama.

O empresário enfatiza a necessidade de um sistema de impostos que estimule o fortalecimento da indústria, fundamental para a recuperação econômica e retomada do crescimento.

“O setor, nos últimos 30 anos, teve sua participação no PIB nacional reduzida de 30% para 11%”, observou Cervone.

Ele ponderou que “não é coincidência o agravamento do quadro social nesse período, pois a atividade é geradora intensiva de empregos, é a que mais promove inovação e aporte tecnológico, consome serviços e insumos agropecuários, estimulando os demais segmentos, aos quais também fornece produtos e soluções”.

Por isso, segundo ele, é imprescindível para o desenvolvimento com justiça social.

Rafael Cervone, candidato a presidente do CIESP pela Chapa 2, nas eleições de 5 de julho próximo, ressaltou ser necessária uma reforma tributária que simplifique e desonere o sistema de arrecadação.

A PEC 45, em tramitação no Congresso Nacional, contempla a necessidade de a indústria ter um montante de impostos condizente com sua participação no PIB, hoje muito menor do que o volume recolhido pelo setor.

Ele aponta que a carga tributária atual do País, superior a 30% do PIB, é muito maior do que as das nações concorrentes no mercado global.

“O excesso de impostos sacrifica os brasileiros há muito tempo. Já é hora de mudar essa história, com um novo sistema tributário menos oneroso para a sociedade, mais simples e indutor do desenvolvimento”, frisa Cervone.

O empresário conclui: “Esperamos que a agenda política atenda a essa prioridade de nosso país”.


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