Bom, antes de começar preciso explicar novamente que este texto visa expor as comprovações científicas acerca deste assunto, pois essa é a minha missão como profissional de saúde.
Pra quem ainda não sabe do que se trata, o aeróbico em jejum (AEJ) é uma prática que envolve exercícios aeróbicos (correr, caminhar, pedalar etc.) logo ao acordar para aproveitar o jejum imposto pelas horas de sono. Os praticantes do AEJ advogam a tese que o corpo não teria glicose (carboidratos) para queimar, fazendo assim com que o corpo utilizasse mais gorduras como fonte energética, favorecendo a perda de peso.
Sem querer colocar algum juízo de valor aqui, esta prática vem sendo popularizada pelas celebridades fitness que permeiam as redes sociais, levando cada vez mais pessoas a adotarem esta prática. Preciso informar que ao fazer qualquer atividade física em jejum, estamos propensos a algumas ocorrências como hipoglicemia, tonturas, náuseas, vômitos, desmaios e, em alguns casos, retenção hídrica e perda de massa muscular.
Agora, vamos ao outro lado da questão. Os que são contra esta prática recorrem para as comprovações científicas. Então vamos a elas:
Stannard et al. (2010) selecionaram 14 pessoas pra fazer atividade aeróbica em intensidade moderada diariamente, por 4 semanas, sendo que um grupo treinava em jejum e outro ingeriu barra de cereal e maltodextrina. Quem queimou mais gordura? Não houve diferença significativa entre os grupos.
Gillen et al. (2013) fizeram o mesmo estudo com mulheres obesas e o resultado foi o mesmo. Não houve diferença significativa.
Paoli (2011) revelou em seu estudo que quem se alimentou teve maior gasto calórico e maior uso de gorduras como fonte de energia.
Schoenfeld et al. (2014) usaram 20 mulheres jovens, divididas em 2 grupos, que fizeram 1 hora de esteira 3x na semana durante 4 semanas. Resultado: não houve diferença significativa entre os grupos.
Vou deixar apenas estes estudos para ilustrar a questão, mas quem defende esta prática também usa o discurso de que o jejum é uma prática milenar e etc. Portanto, a escolha é sua!! Mas eu, como profissional de saúde, fico do lado das evidências científicas.
Quer falar mais sobre este assunto? Entre em contato!!