Paralisação nacional tem início nesta sexta-feira (11) após negociações salariais terminarem sem acordo no TST; plano de saúde é o principal impasse
Trabalhadores dos Correios iniciam greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11) após impasse em negociações salariais (Foto Arquivo)
Trabalhadores dos Correios de todo o país iniciam nesta sexta-feira, 11, uma greve por tempo indeterminado.
A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) e conta com a adesão de sindicatos de diversos estados, conforme informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
De acordo com a federação, a decisão marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminarem sem acordo.
Principais Motivos da Paralisação
O principal ponto de impasse entre a categoria e a direção da estatal envolve alterações pretendidas pela empresa no plano de saúde dos funcionários.
Segundo os sindicatos, o tema é considerado fundamental pelos trabalhadores, que apontam a manutenção de direitos como prioridade na pauta de reivindicações.
Até o momento, entidades sindicais informam que apenas serviços administrativos internos mantêm atendimento em algumas localidades, sem balanço oficial divulgado até o momento sobre o impacto geral na entrega de correspondências e encomendas nas diferentes regiões do país.
Posicionamento dos Correios ao Jornal da Franca
Confira abaixo a nota na íntegra enviada pelos Correios diretamente ao Jornal da Franca:
“Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.
Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.
A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira”.