Dez anos após sua última participação no NBB, o pivô voltou ao país com a bagagem de quem atuou no Chicago Bulls, na NBA
Campeão do NBB CAIXA pelo Flamengo nas temporadas 2013/14 e 2014/15, Cristiano Felício retornou ao basquete brasileiro e foi peça fundamental na conquista do pentacampeonato do Sesi Franca.
Uma década pode transformar a carreira de um atleta, trazendo novos desafios e experiências. Ainda assim, algumas sensações permanecem. Para Felício, a emoção de ser campeão segue intacta.
Dez anos após sua última participação no NBB, o pivô voltou ao país com a bagagem de quem atuou no Chicago Bulls, na NBA, vestiu a camisa da seleção brasileira e enfrentou grandes nomes do basquete mundial.
Mesmo com essa trajetória, levantar novamente o troféu do principal campeonato nacional teve um significado especial.
O título conquistado pelo Sesi Franca sobre o Pinheiros, com a série final encerrada em quatro jogos, marcou o reencontro do jogador com a competição que ajudou a projetá-lo.
“Lembro daquela conquista de dez anos atrás como se fosse hoje. Estar aqui agora, levantando o troféu com esse grupo e com essa torcida, é algo incrível. Realmente, nós somos uma família”, afirmou.
A temporada, no entanto, foi desgastante. O Sesi Franca disputou Campeonato Paulista, Super 8, Basketball Champions League Americas e o NBB, acumulando quase 90 partidas.
Felício também enfrentou desafios físicos ao longo do ano, mas conseguiu retornar nos momentos decisivos e teve papel importante na campanha do título.
Nas finais, sua presença no garrafão foi determinante, contribuindo com proteção de aro, rebotes e experiência.
“Chegamos desgastados, com muitos jogadores sentindo. Mas conseguimos encontrar forças e jogar um pelo outro. O mais importante foi fechar a série”, destacou.
A identificação com a torcida francana ficou evidente durante a decisão, especialmente no Pedrocão lotado, onde o jogador teve o nome gritado em diversos momentos.
Ao final da temporada, o título ganhou ainda mais valor diante da maratona de jogos e competições disputadas.
“Fechar o ano com esse título é encerrar tudo com chave de ouro. Ser campeão é a melhor sensação do mundo”, afirmou.
Mesmo na comemoração, Felício fez questão de reconhecer o desempenho do adversário.
O Pinheiros foi uma das surpresas da temporada, com um elenco jovem que chegou à final e superou expectativas.
“Parabéns ao Pinheiros. Jogaram um grande basquete durante toda a temporada, algo que não vemos com tanta frequência”, disse.
Aos 33 anos, Felício também destacou a importância da nova geração para o futuro do basquete brasileiro.
“É muito bom ver isso. É uma geração que pode trazer muitas coisas boas para a seleção e para o basquete do país”, finalizou.