Esqueça os 10 mil passos: Estudo mostra que benefício da caminhada começa bem antes

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 29 de abril de 2026 às 18:00
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Evidências mostram quantos passos são necessários para sair do sedentarismo e oferecer ganhos para o coração, o humor e a longevidade

Em um mundo cada vez mais parado — entre telas, reuniões e horas sentados — a pergunta é inevitável: caminhar realmente conta como atividade física ou é pouco para fazer diferença na saúde?

A ciência responde de forma clara: vale — e muito. Um grande estudo publicado na revista The Lancet mostra que aumentar o número de passos diários está associado a menor risco de morte e de diversas doenças crônicas, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e até sintomas depressivos.

“A caminhada é uma das formas mais democráticas de atividade física. Não exige equipamento, pode ser feita perto de casa e se adapta a diferentes níveis de condicionamento”, afirma o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, especialista em obesidade, mestre em nutrição e alimentos, e membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife.

Segundo ele, “além dos benefícios físicos, caminhar também está associado a melhora do humor, redução do estresse e maior sensação de bem-estar — especialmente quando praticada ao ar livre”.

Pode ser menos

Mas não é só. A análise também revelou outra boa notícia: não é preciso atingir os famosos 10 mil passos por dia para colher benefícios importantes.

Durante anos, essa meta virou quase um “mandamento fitness”, repetido em aplicativos e relógios inteligentes. No entanto, os dados indicam que cerca de 7 mil passos diários já estão associados a ganhos expressivos para a saúde.

Na análise, pessoas que caminhavam em torno de 7 mil passos por dia apresentaram risco até 47% menor de morte por todas as causas quando comparadas àquelas que davam cerca de 2 mil passos diários — um nível considerado muito baixo e próximo do sedentarismo.

Por outro lado, 4 mil passos por dia já foi associado a reduções relevantes de risco. “Isso reforça uma mensagem central das diretrizes de saúde pública: qualquer movimento é melhor do que nenhum!”, reforça Viuniski.

Os pesquisadores observaram ainda que, embora o risco continue diminuindo com o aumento dos passos, os ganhos passam a ser menores acima desse patamar para alguns desfechos. Ou seja: mais é melhor, no entanto, sair da inatividade é o que faz a enorme diferença.

Como começar?

Confira as dicas do especialista para incorporar a caminhada na sua rotina de autocuidado e bem-estar:

Desça um ponto antes do ônibus

Faça pequenas pausas para caminhar no trabalho

Use escadas em vez do elevador

Transforme ligações em caminhadas

Estabeleça metas progressivas de passos e use aplicativos para ajudar a mensurá-las

Vá a pé à padaria e deixe o carro na garagem

Desafie-se de vez em quando aumentando a velocidade dos passos até se sentir mais ofegante


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