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Mutuários aguardam posicionamento do Ministério das Cidades para poderem se mudar
O prefeito Gilson de Souza (DEM) e seu líder informal e conselheiro político, vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) estiveram em Brasília, há quase duas semanas, para tentar agilizar a data de entrega dos 406 apartamentos do Residencial Copacabana.
Mas a dupla voltou da Capital Federal sem uma resposta. Tanto um, quanto o outro, disseram que ainda aguardam um posicionamento sobre a data de liberação das chaves e das mudanças para as famílias contempladas com os apartamentos.
“Estive no Ministério das Cidades para tratar da entrega das chaves. Fomos a Brasília e estamos agora aguardando a agenda do ministério para entregarmos o Copacabana. Neste um ano e pouco de governo, avançamos junto com a comunidade e chegamos no final. A Prefeitura fez sua parte”, disse o prefeito, sem dar uma data.
Ou seja, os políticos voltaram de Brasília sem uma definição, ficando tudo exatamente como estava: as unidades só deverão ser entregues quando o Ministério das Cidades bem entender e a visita do prefeito e do vereador de nada agilizou o processo, que vai ser finalizado no prazo que seria sem que ninguém fosse até Brasília para “intervir”.
A espera se torna cada vez mais pesada para os moradores e a incerteza, além de incômoda, gera prejuízos financeiros.
Parte dos contemplados paga aluguel e tem contratos a seguir. Sem uma data para a entrega, não tem como entregar os imóveis aos proprietários ou imobiliárias e tudo fica incerto.
Mas, pelo histórico do Copacabana, as incertezas fazem parte. Os apartamentos serão brevemente entregues, salvo algum novo imprevisto.
Os mutuários vão se mudar e pagar pouco para morar nos apartamentos. Mas certamente ficará o exemplo de que, em administração pública, nada é simples.
Políticos que pensam somente em “cortar a fita” e inaugurar obras vão, certamente, se lembrar da burocracia do Copacabana e pensar duas vezes antes de se declararem à frente de alguma demanda aparentemente fácil.