Saiba como o barulho do trânsito pode afetar a saúde aumentando seu colesterol

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 2 de março de 2026 às 19:30
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Estudo aponta que barulho acima de 50 decibéis durante a noite está associado a alterações metabólicas

A poluição sonora provocada pelo trânsito durante a noite pode ir além do incômodo e impactar diretamente a saúde (Foto Freepik)

 

A poluição sonora provocada pelo trânsito durante a noite pode ir além do incômodo e impactar diretamente a saúde.

Um novo estudo europeu identificou que a exposição a níveis elevados de ruído noturno está associada ao aumento do colesterol e de metabólitos ligados ao acúmulo de gordura no organismo.

Segundo os pesquisadores, pessoas expostas a níveis de aproximadamente 50 decibéis (dB) ou mais apresentam maior risco de alterações metabólicas — fator que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial.

Associação com colesterol e marcadores sanguíneos

O estudo analisou dados de mais de 200 mil adultos com 31 anos ou mais, a partir de três grandes pesquisas europeias: o Biobanco do Reino Unido, o Estudo de Roterdã e a Coorte de Nascimento da Finlândia do Norte de 1966.

Os níveis de ruído foram estimados com base em mapas nacionais, considerando principalmente o período noturno, quando as pessoas estão mais vulneráveis a distúrbios do sono. Também foram analisados 155 biomarcadores sanguíneos.

Os resultados indicaram que a exposição prolongada a ruídos acima de 55 dB está associada a níveis mais altos de colesterol total e colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, além de outros marcadores ligados à saúde cardiometabólica.

A pesquisa foi publicada na revista científica Environmental Research.

Limites recomendados pela OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ruído de trânsito não deve ultrapassar 53 decibéis para evitar prejuízos à saúde.

Para os autores, os dados reforçam que o barulho ambiental deve ser tratado como questão de saúde pública. “O ruído do tráfego noturno pode afetar sutilmente, mas de forma consistente, a saúde metabólica”, destacaram os pesquisadores.

Impacto na saúde mental

Outro estudo, também conduzido pela Universidade de Oulu e publicado na mesma revista científica, apontou relação entre ruído de trânsito e aumento do risco de depressão e ansiedade em jovens.

A pesquisa acompanhou mais de 114 mil pessoas na Finlândia por até dez anos e concluiu que níveis superiores a 53 dB estão associados a maior risco de transtornos mentais.

Os dados indicam que, enquanto níveis entre 45 e 50 dB apresentam menor impacto, o risco aumenta significativamente quando o ruído ultrapassa 53 a 55 dB.

Fonte: Folha de Pernambuco


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