Lapso de memória ou Alzheimer? Aprenda a diferenciar os sinais no seu dia a dia

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 14 de julho de 2026 às 21:00
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Especialistas explicam quando esquecer as chaves ou um compromisso deixa de ser apenas cansaço

Saiba como identificar a diferença entre o lapso de memória causado pelo estresse e os primeiros sinais de Alzheimer (Foto Arquivo)

 

O ritmo acelerado da vida moderna frequentemente faz com que as pessoas acumulem tarefas e vivam em um estado de constante sobrecarga mental que acaba por ocasionar episódios de lapso de memória.

Diante disso, episódios como esquecer onde deixou o telefone celular, dar um branco na hora de digitar a senha do banco ou não se lembrar do nome de um conhecido de longa data tornaram-se queixas rotineiras nos lares e escritórios.

Contudo, esses pequenos episódios diários de esquecimento nem sempre são motivos para pânico ou sinais de um quadro de demência.

A medicina comportamental explica que o cérebro humano lida com os lapsos de memória de forma bastante natural, especialmente em períodos marcados por noites mal dormidas, estresse elevado ou ansiedade.

Na grande maioria das vezes, essas pequenas falhas momentâneas de retenção ocorrem por pura falta de foco ou distração no instante em que a ação foi realizada. Assim que o indivíduo relaxa e descansa a mente, as informações esquecidas costumam retornar de forma espontânea ao pensamento.

O Alerta nos Hábitos de Sempre

A linha que separa o esquecimento normal do cotidiano de um sintoma de algo mais sério, como a doença de Alzheimer, reside principalmente na perda de autonomia da pessoa. Neurologistas apontam que esquecer onde guardou a chave do carro é um lapso benigno comum.

Por outro lado, o sinal de alerta acende com força quando o indivíduo simplesmente se esquece de qual é a utilidade prática daquela chave ou passa a se perder em trajetos simples e caminhos conhecidos que realizava há anos pela cidade.

Outro indicativo importante é quando a falha de memória passa a afetar diretamente a execução de tarefas consolidadas na rotina.

Deixar de conseguir realizar uma receita de bolo que sempre preparou muito bem de cabeça, ter dificuldades severas para administrar o próprio dinheiro ou repetir as mesmas perguntas e histórias várias vezes durante uma mesma conversa são comportamentos que exigem um olhar mais atento, acolhedor e investigativo por parte de toda a família.

Prevenção Ativa e Cuidado Precoce

Compreender essas diferenças de comportamento de maneira serena permite que os familiares busquem a ajuda profissional adequada o quanto antes, sem adiar diagnósticos importantes.

A ciência médica aponta que o desenvolvimento silencioso de quadros neurodegenerativos pode começar muitos anos antes dos primeiros sintomas evidentes aparecerem.

Realizar testes formais de cognição e manter consultas médicas de rotina ajuda a afastar as dúvidas e a traçar planos de cuidado preventivos com segurança.

Além do acompanhamento clínico especializado, zelar pela saúde cognitiva nesta segunda-feira envolve investir em bons hábitos de vida que protegem a estrutura do cérebro.

Praticar exercícios físicos moderados com regularidade, manter uma alimentação rica em nutrientes naturais, priorizar o convívio social alegre e exercitar a mente com leituras ou jogos de raciocínio são ferramentas de autocuidado essenciais.

Manter a mente ativa e as conexões afetivas fortes é o melhor caminho para garantir um envelhecimento equilibrado, tranquilo e saudável.

Fonte: Fantástico


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