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Muitas mulheres convivem com perda urinária, mas poucas procuram tratamento

Milhões de brasileiras convivem com perda urinária, mas poucas procuram tratamento: por que tratamos como tabu um problema comum?

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Muitas mulheres convivem com perda urinária, mas poucas procuram tratamento

A condição afeta milhões de mulheres, impacta autoestima, prática de exercícios, vida profissional e qualidade de vida. Apesar dos avanços da fisioterapia pélvica e das recomendações internacionais, vergonha e desinformação ainda fazem muitas pacientes demorarem anos para procurar ajuda.

“Eu tenho 43 anos e, quando sei que vou passar muitas horas fora de casa, já coloco um absorvente específico para perda urinária antes mesmo de sair. Não é algo que acontece todos os dias, mas prefiro me sentir segura.”

O relato é da terapeuta Camila Ponce, que começou a perceber pequenos episódios de perda urinária após os 40 anos. Como acontece com milhares de mulheres, ela nunca encarou o problema como uma condição de saúde. Pelo contrário. Acreditava que era apenas uma consequência natural do envelhecimento e que bastava se adaptar à situação.

“Quando comecei a conversar com amigas da mesma idade, descobri que várias faziam exatamente a mesma coisa. Algumas usam absorvente diariamente, outras evitam beber água quando vão sair ou deixam de praticar determinadas atividades por medo de perder urina. Foi quando percebi que talvez isso não fosse tão normal quanto parecia.”

Realidade silenciosa

A história de Camila ajuda a ilustrar uma realidade silenciosa que acompanha milhões de brasileiras.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 45% das mulheres apresentam algum grau de incontinência urinária ao longo da vida.

Em todo o mundo, a International Continence Society (ICS) estima que mais de 400 milhões de pessoas convivam com algum tipo de perda urinária, sendo as mulheres as mais afetadas, principalmente após a gestação, durante a menopausa e com o avanço da idade.

Mesmo sendo uma das condições mais frequentes da saúde feminina, especialistas afirmam que a incontinência urinária continua cercada de vergonha e desinformação.

“Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que perder urina depois do parto ou com o passar dos anos é algo inevitável. Algumas convivem com os sintomas durante cinco, dez ou até quinze anos antes de procurar ajuda”, explica a fisioterapeuta pélvica Regiane Migliorini, especialista em disfunções do assoalho pélvico.

Muito além de um simples escape urinário

Embora muitas pessoas associem a perda urinária apenas ao envelhecimento, a condição pode surgir em diferentes fases da vida.

Gravidez, parto, alterações hormonais, menopausa, obesidade, prática de esportes de alto impacto, constipação crônica e até algumas cirurgias ginecológicas podem contribuir para alterações na musculatura do assoalho pélvico.

Essa musculatura é responsável por sustentar órgãos como bexiga, útero e intestino, além de participar diretamente do mecanismo de continência urinária.

Quando ocorre alguma alteração em sua função, podem surgir episódios de perda urinária ao tossir, espirrar, correr, levantar peso ou até durante atividades simples do cotidiano.

Segundo dados da International Urogynecological Association (IUGA), a incontinência urinária é uma das principais causas de comprometimento da qualidade de vida feminina, mas permanece subdiagnosticada em praticamente todos os países.

O impacto que ninguém vê

Os efeitos da perda urinária vão muito além do desconforto físico.

Uma revisão publicada na revista científica Neurourology and Urodynamics demonstrou que mulheres com incontinência urinária apresentam pior qualidade de vida quando comparadas à população feminina em geral, principalmente nos aspectos relacionados ao convívio social, autoestima e saúde emocional.

Outro estudo publicado no Journal of Women’s Health observou maior frequência de ansiedade, sintomas depressivos e isolamento social entre mulheres que convivem com perda urinária persistente.

Horóscopo

Lua minguante em Libra · Sol em Escorpião

Áries 21/3 a 19/4

Sua energia natural pede pausa hoje para alinhar parcerias importantes no trabalho. Aproveite a Lua minguante para finalizar pendências e escutar mais antes de agir. No campo afetivo, evite discussões desnecessárias e busque o diálogo calmo.

Touro 20/4 a 20/5

Aproveite esta sexta-feira para organizar sua rotina profissional e eliminar tarefas que já não fazem sentido. Nas relações, reserve um tempo de qualidade para quem traz paz ao seu coração. Cuidar do próprio bem-estar deve ser sua prioridade absoluta agora.

Gêmeos 21/5 a 20/6

Sua mente criativa ganha fôlego extra para resolver pendências profissionais com leveza e praticidade. Nas interações sociais, escolha conversas profundas em vez de dispersar sua valiosa energia. O momento pede momentos de introspecção e descanso genuíno.

Câncer 21/6 a 22/7

A energia de hoje favorece a reorganização do lar e o fortalecimento de vínculos familiares sinceros. No ambiente profissional, mantenha a discrição e foque em concluir suas obrigações sem pressa. Permita-se acolher suas próprias vulnerabilidades com carinho.

Leão 23/7 a 22/8

O brilho pessoal continua forte, mas a fase lunar pede mais escuta atenta e menos protagonismo. No trabalho, colabore com a equipe para alcançar metas comuns de forma harmoniosa. Aproveite a noite para relaxar na companhia de boas leituras ou música.

Virgem 23/8 a 22/9

Sua habilidade analítica será fundamental para reorganizar as finanças e otimizar processos na rotina. Nas relações pessoais, demonstre afeto através de pequenos gestos práticos e cotidianos. Evite o perfeccionismo excessivo e permita que as coisas fluam naturalmente.

Libra 23/9 a 22/10

Com a Lua em seu signo, sua intuição está ampliada para harmonizar conflitos e tomar decisões importantes. No trabalho, aposte na diplomacia para destravar projetos que estavam parados. Cuide da sua autoestima valorizando suas próprias conquistas recentes.

Escorpião 23/10 a 21/11

Com o Sol em seu signo, sua intuição está afiada para perceber detalhes invisíveis aos outros. No ambiente profissional, canalize essa força para concluir ciclos e renovar suas energias. Nas relações, o silêncio consciente pode curar antigos mal-entendidos.

Sagitário 22/11 a 21/12

O dia convida a revisar planos de longo prazo e ajustar expectativas em relação a futuros projetos. Nas amizades, cultive a paciência com quem demonstra um ritmo diferente do seu. Aproveite a noite para desacelerar o passo e restaurar suas energias.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Sua dedicação profissional ganha reconhecimento sutil, mas é hora de dosar o ritmo para evitar o desgaste. Nas relações, compartilhe suas metas com quem realmente te apoia e compreende. Reserve um momento tranquilo para organizar seus pensamentos e relaxar.

Aquário 20/1 a 18/2

Ideias inovadoras surgem ao conversar com colegas de trabalho, trazendo soluções práticas para velhos problemas. No campo afetivo, valorize a liberdade mútua e mantenha conversas sinceras. Caminhar ao ar livre pode trazer a clareza mental que você tanto busca hoje.

Peixes 19/2 a 20/3

A sensibilidade está em alta, facilitando a empatia profunda nas suas trocas afetivas diárias. No trabalho, foque nas tarefas possíveis e evite assumir responsabilidades alheias que não lhe cabem. Busque refúgio em atividades artísticas ou espirituais que tragam paz interior.

Na prática, isso significa que muitas deixam de realizar atividades consideradas simples.

Algumas evitam viagens longas por receio de não encontrar um banheiro rapidamente. Outras abandonam atividades físicas, deixam de frequentar academias, passam a utilizar roupas escuras por segurança ou organizam toda a rotina em função da proximidade de banheiros.

“Existe um impacto emocional muito importante. Muitas mulheres modificam completamente seus hábitos sem perceber que existe tratamento. Elas deixam de correr, de viajar, de brincar com os filhos ou até de participar de reuniões longas porque convivem constantemente com a insegurança”, afirma Regiane.

O impacto também chega ao ambiente de trabalho

Embora pouco discutida nas empresas, a perda urinária também interfere na rotina profissional.

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Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
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Atualizado 24/10 09h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Passar horas em reuniões, trabalhar em atendimento ao público, viajar com frequência ou permanecer muito tempo longe de um banheiro pode gerar ansiedade e desconforto para quem convive com o problema.

Pesquisas publicadas pela International Continence Society mostram que mulheres com sintomas moderados ou graves apresentam redução da produtividade, maior dificuldade de concentração e impacto significativo na qualidade de vida relacionada ao trabalho.

Além disso, um levantamento publicado no periódico BMC Women’s Health aponta que muitas mulheres evitam determinadas funções, eventos corporativos ou deslocamentos devido ao receio de episódios de perda urinária.

A boa notícia: a ciência evoluiu

Se durante muitos anos a perda urinária foi encarada como uma consequência inevitável da maternidade ou do envelhecimento, hoje o conhecimento científico mostra um cenário diferente.

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Uma revisão sistemática publicada pela Cochrane Library, referência mundial em medicina baseada em evidências, concluiu que o treinamento da musculatura do assoalho pélvico deve ser considerado tratamento de primeira linha para mulheres com incontinência urinária de esforço.

As recomendações são reforçadas por entidades como a International Continence Society, a International Urogynecological Association e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido, que orientam priorizar abordagens conservadoras antes da indicação de tratamentos invasivos sempre que possível.

“A fisioterapia pélvica atua na avaliação individualizada da paciente e no fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, utilizando protocolos baseados em evidências científicas. O objetivo não é apenas reduzir os episódios de perda urinária, mas devolver segurança, funcionalidade e qualidade de vida”, explica Regiane.

O maior desafio ainda é falar sobre o assunto

Apesar dos avanços da ciência, o principal obstáculo continua sendo o silêncio.

Segundo um levantamento realizado pela Urology Care Foundation, muitas mulheres esperam anos para comentar o problema pela primeira vez com um profissional de saúde.

Vergonha, medo de julgamento e a crença de que perder urina faz parte da vida fazem com que milhares convivam diariamente com sintomas que poderiam ser tratados.

Para Regiane Migliorini, ampliar o acesso à informação é tão importante quanto ampliar o acesso ao tratamento.

Informação e mais conversas

“Quando uma mulher entende que perder urina não é normal e que existe tratamento baseado em evidências científicas, ela deixa de apenas se adaptar ao problema e passa a buscar qualidade de vida. É isso que precisamos incentivar.”

Loterias
Mega-Sena Concurso 3081 04/11/2026 Acumulou Último resultado
10 17 42 43 57 59

Prêmio estimado: R$ 55.000.000,00 Próximo: 06/11/2026

Quina Concurso 7159 04/11/2026 Último resultado
20 43 51 62 69

Prêmio estimado: R$ 600.000,00 Próximo: 05/11/2026

Lotofácil Concurso 3821 04/11/2026 Acumulou Último resultado
01 05 06 09 10 12 14 17 18 19 20 21 22 23 25

Prêmio estimado: R$ 5.000.000,00 Próximo: 05/11/2026

Atualizado 05/11/2026 22h30

Para Camila Ponce, compartilhar sua experiência também faz parte desse processo.

“Durante muito tempo achei que era um assunto só meu. Hoje percebo que, quando uma mulher fala sobre isso, outras se identificam. Talvez seja justamente assim que esse tabu comece a desaparecer: pela informação e pela conversa.”

Autor

Joao Batista Freitas

Redação · Jornal da Franca

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