Viola ou Wantuil? Com conflito interno, Francana não tem técnico definido para a A-3

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 20 de dezembro de 2025 às 15:00
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Grupos do presidente da Veterana, Rafael Diniz, e do conselheiro e vereador Fransérgio Garcia, estão rachados; torcedores estão receosos

A Associação Atlética Francana encerra o ano envolta em um ambiente de incertezas e cobranças que têm gerado apreensão entre os torcedores. Com a estreia na Série A3 do Campeonato Paulista de 2026 marcada para 25 de janeiro, contra o Catanduva, no estádio Lanchão, o clube ainda não definiu quem será o treinador da equipe.

A possibilidade de montar o elenco com atletas oriundos do futebol amador da região também alimenta dúvidas sobre o nível de competitividade do time, que foi recém-promovido da Série A-4 para a Série A-3. Os torcedores estão receosos da equipe, se não for bem montada, cair novamente para a divisão anterior do futebol paulista.

Nos bastidores, o clima não é bom e há divisão entre o grupo do atual presidente, Rafael Diniz, e o grupo do ex-presidente Anderson Silva, que comanda o Conselho Deliberativo, e seu vice, o vereador Fransérgio Garcia, que deverá disputar a presidência da Veterana, no ano que vem. O segundo grupo ameaça ingressar com ação judicial contra Diniz.

Sem técnico

A indefinição se estende à comissão técnica. Wantuil Rodrigues, comandante na última temporada, segue com vínculo ativo com a Francana, mas ainda aguarda uma posição oficial da diretoria sobre sua permanência. O treinador está em Franca e já manifestou publicamente o interesse em dar sequência ao trabalho iniciado.

“Tenho vontade de continuar. Existe um trabalho que pode ter continuidade”, declarou. Wantuil, no entanto, terá de cumprir suspensão de cinco partidas na próxima competição organizada pela Federação Paulista de Futebol, punição aplicada pelo Tribunal de Justiça Desportiva após reclamações durante a Copa Paulista. Segundo ele, a penalidade não inviabiliza sua continuidade, já que parte da suspensão foi cumprida e outra pode ser convertida em atividade comunitária.

Enquanto a definição não acontece, os treinamentos seguem sob responsabilidade do auxiliar técnico Luís Gustavo, o Viola, que desponta como alternativa interna para assumir o comando da equipe na disputa do estadual.


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