Especialista explica como introduzir novas rotinas, sons e cheiros para que cães e gatos se adaptem de forma tranquila à chegada da criança
A chegada de um bebê transforma a rotina de qualquer lar, principalmente quando há animais de estimação na família.
Para garantir uma convivência harmoniosa desde o primeiro dia, especialistas em comportamento animal reforçam que a adaptação deve começar antes mesmo do nascimento.
A preparação adequada ajuda a reduzir o estresse, prevenir comportamentos indesejados e criar um ambiente seguro tanto para o pet quanto para o recém-nascido.
Entenda os cuidados e como receber carinho do pet com segurança
“O período da gestação é ideal para iniciar pequenas mudanças, permitindo que o animal assimile a nova realidade de forma gradual”, explica Bárbara Alves, médica veterinária e supervisora do setor de Cuidados Contínuos da Plamev. Segundo ela, antecipar as mudanças é essencial para evitar que o pet associe o bebê a grandes alterações repentinas.
Um dos primeiros passos é ajustar rotinas. Mudanças na quantidade de atenção, nos horários de passeio ou nas regras da casa devem ser introduzidas gradualmente. Caso o futuro espaço do bebê inclua restrições, como limitar o acesso de cães ou gatos ao quarto, essa adaptação deve começar meses antes.
“A previsibilidade traz segurança. Quando a família espera para mudar tudo apenas na chegada do recém-nascido, o animal pode interpretar a presença do bebê como algo negativo”, reforça.
Também é importante acostumar o pet aos novos estímulos que farão parte da casa. Cheiros característicos, como loções infantis, fraldas e produtos de higiene, além de sons de choro ou brinquedos musicais, podem ser introduzidos previamente.
Estímulos controlados
A exposição controlada, associada a recompensas, ajuda o animal a criar associações positivas. “É um processo simples, mas extremamente eficaz. Quando o pet entende que aqueles estímulos trazem coisas boas, a adaptação tende a ser muito mais tranquila”, aponta a especialista.
Após o nascimento, a orientação é manter um ambiente calmo e permitir que o pet conheça o bebê de forma gradual, sempre sob supervisão. O primeiro contato deve ser breve, positivo e seguro.
Para famílias com cães, passeios regulares e enriquecimento ambiental continuam essenciais para equilibrar os níveis de energia durante os primeiros meses de maternidade.
E os gatos?
Gatos, por sua vez, podem precisar de pontos elevados, rotas seguras e espaços de fuga, garantindo que não se sintam ameaçados com a movimentação típica dessa fase.
“A convivência entre pets e bebês não apenas é possível, como costuma ser extremamente rica. Quando conduzida com cuidado, cria laços afetivos que acompanham as crianças por toda a vida”, afirma Bárbara.
Segundo uma publicação do jornal O Globo, preparar o pet para a chegada de um bebê é, acima de tudo, um gesto de acolhimento. Com planejamento, orientação técnica e afeto, toda a família pode viver essa fase de forma mais tranquila, incluindo os membros de quatro patas.