Estudos mostram que percursos mais longos e contínuos são ainda mais eficazes para proteger o coração e melhorar a saúde geral
O gasto calórico de uma caminhada, que é um exercício físico simples e acessível, depende de vários fatores (Foto Arquivo)
As caminhadas são uma forma simples e acessível de exercício físico. Sem necessidade de equipamentos e ao ar livre, essa prática pode trazer inúmeros benefícios para a saúde. Mas afinal, quantas calorias é possível queimar durante uma caminhada?
De acordo com o site Health, o gasto calórico depende de fatores como distância percorrida, ritmo, tipo de terreno e peso corporal.
Segundo o Compendium of Physical Activity, uma pessoa de 77 quilos pode queimar, em média:
– 70 calorias em uma caminhada de 1,6 km a 3,2 km/h
– 74 calorias em uma caminhada de 1,6 km a 4,5 km/h
– 83 calorias em uma caminhada de 1,6 km a 5,6 km/h
– 91 calorias em uma caminhada de 1,6 km a 6,4 km/h
A dietista Karina Tolentino explica que é possível ajustar o ritmo e a distância conforme os objetivos. Ela recomenda começar devagar e aumentar gradualmente o número de passos e a intensidade, especialmente para quem está iniciando a prática.
Turbinando a caminhada
Para potencializar o gasto calórico, a especialista sugere caminhar em ritmo mais acelerado, incluir subidas ou inclinações e alternar momentos de sprint.
Tornar a caminhada mais divertida também ajuda: ouvir música, conversar ou escolher rotas agradáveis podem manter a motivação.
Além disso, pequenas mudanças na rotina, como deixar o carro mais longe ou caminhar após o almoço, ajudam a aumentar a atividade diária.
Um estudo publicado no Annals of Internal Medicine mostrou que caminhadas mais longas trazem benefícios maiores para o coração do que várias caminhadas curtas.
O ideal, segundo a pesquisa, é caminhar ao menos 15 minutos sem interrupção — o equivalente a cerca de 1.500 passos seguidos.
O estudo acompanhou mais de 33 mil pessoas entre 40 e 79 anos durante oito anos e concluiu que quem fazia percursos contínuos e mais longos apresentava menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
Emmanuel Stamatakis, um dos autores do estudo, explicou à BBC que muitas vezes se dá ênfase apenas ao número total de passos, quando o padrão da caminhada também é fundamental para a saúde.