Nutricionista explica os impactos de pular o jantar e mostra como a recomendação varia de acordo com cada caso e necessidade do paciente
Muita gente costuma “pular” o jantar por diversos motivos, mas não deveria – foto Freepik
O jantar é uma das refeições mais importantes do dia, mas muitas vezes acaba sendo “pulado” por diferentes motivos — seja pelo cansaço ou pela falta de opções no momento. Mas, afinal, o que acontece com o corpo quando deixamos de jantar?
A nutricionista e coordenadora da UNINASSAU Recife, Boa Viagem, Fabiana Camargo, destaca a importância da individualidade em cada caso: “A relação de pular as refeições depende de pessoa para pessoa”, afirmou.
A profissional fala que o ideal é ajustar tanto a quantidade quanto a qualidade dos alimentos, mantendo um padrão equilibrado e sustentável de ingestão. Em alguns casos, pular o jantar pode trazer riscos sérios.
Por exemplo, pacientes diabéticos não devem abrir mão da refeição noturna devido ao uso de medicação, já que correm risco de hipoglicemia durante a madrugada, o que pode provocar mal-estar.
Para esses casos, além do jantar, recomenda-se também uma ceia antes de dormir.
“Não é todo paciente que pode pular o jantar, então precisa ser algo realmente que seja direcionado para aquele paciente”, disse a nutricionista.
Já para pacientes que sofrem com refluxo, a recomendação é fazer o jantar mais cedo — de preferência até as 19 horas — e sempre pelo menos duas horas antes de deitar. O importante é não deixar de se alimentar.
Por outro lado, pessoas com glicose elevada podem se beneficiar do jejum intermitente, encerrando a alimentação às 18 horas e retomando apenas às 6 horas da manhã seguinte.
Essa prática pode contribuir para a redução da glicose, a diminuição da insulina circulante, menor apetite, além de favorecer o emagrecimento e a melhora da resistência à insulina.