O seminário “Desafios 2022: Para onde vai o Brasil”, do jornal Correio Braziliense, discutiu questões que serão dominantes no ano que vem
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, durante sua participação no seminário do Correio Braziliense
Aumento da fome e da miséria, disparada da inflação, juros em alta e ataques à democracia são algumas das mazelas que o país enfrentará no ano que vem.
E tudo isso em meio ao temor de que uma eleição polarizada atrapalhe a discussão sobre medidas para tirar o país da crise.
Esses e outros cenários foram traçados na quinta-feira (09), pelos participantes do seminário Desafios 2022: Para onde vai o Brasil, promovido pelo jornal Correio Braziliense e transmitido via redes sociais.
Debates
Com atuações presenciais e online, os debates reuniram nomes de destaque da política, do Judiciário, economistas de renome, representantes do setor produtivo e especialistas em questões ambientais.
Além de apontar problemas, houve quem propusesse saídas. Como o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE e integrante do STF, que sugeriu uma agenda suprapartidária para o Brasil “virar o jogo”.
A proposta, explicou ele, se baseia em três pactos: 1) de integridade; 2) de responsabilidade fiscal, econômica e social; e 3) de educação básica.
Milhares de cargos
“Temos que diminuir o Estado administrativo e o Estado econômico brasileiro, com seus milhares de cargos em comissão”, defendeu.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou, em especial, a necessidade de recuperação da economia e o combate à fome e à miséria.
A senadora Simone Tebet lamentou “medidas equivocadas” do atual governo.
O ex-juiz Sérgio Moro reforçou a necessidade de combater a corrupção.
E o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu a retomada do crescimento.