Sem peças, semicondutores e plásticos, fabricação de carro novo cai 25% e afeta PIB

  • Nene Sanches
  • Publicado em 6 de outubro de 2021 às 09:00
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O resultado em setembro foi o pior para o mês desde 2005, com vendas de 155 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

A fabricação de veículos está prejudicada pela escassez de semicondutores, plásticos, peças e vidros

A crise inédita de escassez de semicondutores em escala global, que tem prejudicado a produção, levou a indústria automobilística brasileira a registrar a quarta queda mensal seguida nas vendas de veículos novos, por falta de produtos no mercado.

Por ser um setor de longa cadeia produtiva, envolvendo diversos segmentos como os de peças, plásticos, vidros e eletrônicos, deve gerar implicações para outras atividades industriais e também para a área de serviços.

Segundo uma notícia publicada pelo jornal Estado de S.Paulo, haverá impacto no Produto Interno Bruto (PIB), embora os economistas ainda não consigam avaliar a dimensão.

O resultado em setembro foi o pior para o mês desde 2005, com vendas de 155 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

O volume é 25,3% menor do que o de igual mês de 2020 e 10,2% inferior ao de agosto passado.

No acumulado do ano foram vendidos 1,57 milhão de veículos, 14,8% superior ao resultado de 2020, um dos piores anos da história do setor por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus.

“Estamos diante de muitas incertezas e da maior crise de abastecimento de veículos já vivida nos últimos anos”, disse o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior.

A entidade refez suas expectativas de vendas pela terceira vez no ano e prevê agora um mercado total de 2,15 milhões de veículos, 230 mil a menos do que projetava em janeiro.

O crescimento de 16% em relação a 2020 foi reduzido para 4,8%, puxado especialmente pelo segmento de automóveis, o mais atingido pela falta de semicondutores e o único que deve registrar queda em vendas no ano.


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