Tecão vai fazer falta justamente por causa dialética impregnada na sua personalidade e na sua vontade de servir a área educacional
A prematura morte de Marcial Inácio, aos 55 anos, perdendo a batalha contra o câncer, causou consternação geral entre seus amigos e os que com ele tiveram embates políticos.
Marcial Inácio, que os amigos chamavam de Tecão, foi um petista radical na defesa de suas ideias e das ideais de seu partido.
Todavia, como se diz nas ruas, Tecão nunca subiu no salto. Por isso mesmo era querido mesmo entre as pessoas que divergiam de suas ideias.
Do início ao fim de sua carreira política, Tecão foi intransigente defensor de seus ideais e por eles lutou o com combate.
Confluência
Quando vereador, foi um parlamentar do diálogo, certo de que as conversas mais confluíam do que divergiam. E com isso conseguiu levar a bom termo muitas de suas propostas ao, então, a aprovar propostas do que estavam do outro lado de seu espectro político.
Durante toda sua vida, Tecão teve a lealdade como companheira. Não tinha duas palavras, não tinha duas caras, não traia o combinado e nem “sacaneava” seus amigos.
Por isso tinha as portas abertas mesmo nas hostes contrárias, por onde sempre transitou tendo o respeito de seus oponentes políticos.
Vida pela educação
Sim, porque na vida pessoal Marcial Inácio só fez amigos e os que fez manteve sempre consigo.
Marcial sempre foi uma pessoa ligada à educação. Foi professor, vereador e Secretário da Educação no governo de Gilmar Dominici.
Sua relação de admiração e respeito com o professor Luiz Cruz talvez tenha sido um caminho de construção do diálogo sobre as divergências.
A morte de Tecão vai deixar um vazio. E ele vai fazer falta justamente por causa dialética impregnada na sua personalidade e na sua vontade de servir.