O preço do botijão disparou no segundo semestre do ano passado e continuou em alta este ano: 5 vezes mais do que a inflação
O gás de cozinha, essencial para as famílias pobres, já subiu cinco vezes a mais do que a inflação
Essencial nas residências, o gás de cozinha pesou ainda mais no bolso das famílias pobres neste período de pandemia.
Desde maio do ano passado, o preço do botijão subiu cinco vezes mais do que a inflação.
Com o desemprego batendo à porta, o custo do gás virou um problema social, a ponto de merecer políticas públicas emergenciais dos governos do Ceará e do Maranhão.
O preço do botijão disparou no segundo semestre do ano passado.
O pior momento, no entanto, foi neste ano.
Segundo o IPC-S, indicador de inflação do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), utilizado em reajustes salariais e de aluguel, o preço subiu 11,45% de janeiro a abril e 17,25% nos 12 meses iniciado em maio de 2020, enquanto a inflação foi de 3,5%.
Segundo a revista ISTOÉ, citando o jornal Estadão, o GLP é o principal energético usado no preparo de alimentos por famílias de baixa renda.
“É o gás que entra em comunidades do Brasil todo. Algo que sobe mais que a média do salário exige muito esforço das famílias. Num nível de desemprego elevado como o atual, é ainda mais sentido. Ficar sem gás é ficar sem comida”, afirmou André Braz, coordenador adjunto do Índice de Preço ao Consumidor do Ibre/FGV.