Wagner Montes, apresentador e político, morre no Rio aos 64 anos

Wagner estava internado e foi vítima de complicações de uma infecção urinária

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Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e formado em Direito pela Universidade Gama Filho, o jornalista e político Wagner Montes morreu neste sábado, 26 de janeiro, aos 64 anos.

Ele estava internado há dois dias para tratamento de uma infecção urinária e ganhou notoriedade ao apresentar noticiários policiais, de cunho popular, no rádio e na televisão.

Com pitadas de humor, adotava o bordão "escraaacha". Em 2018, foi eleito deputado federal pelo PRB com 65.868 votos para um mandato que iria até 2022. Ele já havia atuado como deputado estadual de 2007 a 2018, passando também por partidos como PDT e PSD. Nas Eleições de 2010, obteve 528.628 votos, tendo sido o candidato mais votado.

Montes começou sua carreira como jornalista em 1974 na Super Rádio Tupi e, em 1979, tonou-se apresentador do programa "Aqui e Agora", da TV Tupi. Ele também trabalhou por 17 anos no SBT, emissora na qual participou de programas como "O Povo na TV" e como jurado do "Show de Calouros". Ele atuou ainda nas rádios Record e América, em São Paulo, e na Manchete, no Rio, e também na Rede CNT.

Em 2003, migrou para a TV Record e apresentou os programas "Verdade do Povo", "Cidade Alerta Rio", "RJ no Ar" e "Balanço Geral", todos com foco no Rio de Janeiro. A boa audiência do "Balanço Geral" fez com que o programa fosse replicado em quase todos os outros estados na grade da emissora. 

Nas eleições de 2006, Montes se afastou da TV para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio. Foi o terceiro mais votado, na ocasião pelo PDT, com mais de 100 mil votos. Em fevereiro de 2007 inaugurou a coluna semanal "Escraaaacha!", publicada às sextas-feiras no jornal "Meia-Hora".

Primeiro vice-presidente da Alerj na legislatura que foi de 2015 a 2018, Montes chegou a presidir o parlamento fluminense na ausência de Jorge Picciani, ex-presidente da Casa que está em prisão domiciliar. Montes, porém, não chegou a se manter na presidência por motivos de saúde e, com isso, o comando do parlamento fluminense acabou caindo nas mãos de André Ceciliano, segundo vice-presidente.

Em de novembro de 1981, Montes sofreu um acidente com um triciclo e precisou amputar a perna direita. Para se locomover, usava uma prótese. Montes deixa a mulher, Sônia Lima, e dois filhos - um, fruto do relacionamento com Sônia; outro, fruto de um relacionamento com a Miss Brasil de 1983, Cátia Pedrosa.


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