WhatsApp clonado: golpistas se passam por lojas para roubar vítimas

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 29 de novembro de 2020 às 19:29
  • Modificado em 11 de janeiro de 2021 às 09:56
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Criminosos mudam de tática para roubar contas de WhatsApp e pedir dinheiro a vítimas

O golpe do WhatsApp clonado mudou de abordagem com o aumento de compras online devido à pandemia e à Black Friday da última sexta-feira (27). 

Golpistas agora visam clientes que deixam reclamações em posts de redes sociais de grandes marcas, e entram em contato com a vítima fingindo ser a loja. 

A tática consiste em se aproveitar da identidade do comércio para obter a confiança da pessoa, e pedir o código de verificação para ativar o WhatsApp em outro celular. 

Então, os golpistas se passam pela vítima e conversam com seus contatos para pedir dinheiro.

O roubo de contas de WhatsApp acontece ao cadastrar o perfil de uma pessoa em outro celular. 

O WhatsApp requer um código enviado por SMS ao smartphone da vítima para ativar a conta no dispositivo dos golpistas, e o x da questão para os criminosos é convencer a pessoa a informar o código sem levantar suspeitas. 

Como explica a especialista em Segurança Informática da ESET América Latina Martina Lopez, o objetivo do código do WhatsApp é garantir a identidade de quem cadastra uma conta, e ele “permite que o serviço verifique se a pessoa que está fazendo login é o proprietário do telefone e não um terceiro”. 

Ou seja, compartilhar os dígitos da mensagem SMS é perder controle da sua conta no WhatsApp.

Assim, os golpistas têm se passado pela equipe de atendimento de grandes marcas e entrado em contato nas redes sociais com clientes que deixam reclamações em posts da conta autêntica da loja. 

Os criminosos se aproveitam das informações deixadas em comentários (como tipo de pedido, problemas de entrega e afins) para trazer maior credibilidade à atuação, e ganhar a confiança da pessoa.