Vacinas podem causar a morte de uma pessoa? A ciência explica por que não

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 21 de agosto de 2020 às 00:56
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 21:08
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Uma questão que tem preocupado usuários das redes sociais: vacina pode causar a morte de uma pessoa?

​A pandemia do novo coronavírus transformou a busca por uma vacina que imunize a população contra a Covid-19  em uma das prioridades globais. 

Atualmente, existem seis projetos de vacinas em fase final de testes e quatro delas são testadas no Brasil. 

A rapidez com que as pesquisas estão se desenvolvendo, entretanto, levanta dúvidas sobre a segurança do processo e os efeitos da vacina no organismo. 

Uma questão que tem preocupado usuários das redes sociais e fóruns da internet é: alguma vacina pode causar a morte de uma pessoa?

O imunologista Gustavo Cabral, formado pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e em Berna (Suíça), é taxativo: “Não. É extremamente improvável que isso aconteça”, disse. 

Ele explicou que as vacinas são extremamente seguras, devido à quantidade de pesquisa e testes realizadas antes que sejam disponibilizadas para a população.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que as reações às vacinas são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. 

“Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina”, diz.

“A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte”. 

“Embora qualquer lesão grave ou morte causada por vacinas seja muito relevante, os benefícios da imunização superam em muito o risco, considerando que muitas outras lesões e mortes ocorreriam sem ela”, afirma a entidade.

O pesquisador também disse acreditar que as vacinas em desenvolvimento para a Covid-19 só serão aprovadas quando houver certeza da segurança. 

“A briga atual é para manter essa segurança, para que não exista nenhum problema e consequentemente esses movimentos voltem a crescer”, declarou.

O infectologista também alerta para o risco dos movimentos “anti-vacina”, que questionam a eficácia e segurança dos imunizantes. Isso porque, explica, campanhas contra a vacinação podem colaborar para a propação de doenças que poderiam ser controladas. 

*Fonte: CNN Brasil