Marcelo Tidy e Lurdinha Grazotte possivelmente deixarão o novo partido, que juntou DEM e PSL
Marcelo Tidy e Lurdinha Grazotte possivelmente deixarão o novo partido, que juntou DEM e PSL
Aprovado pelo TSE, o União Brasil já nasce grande. Terá a maior bancada na Câmara Federal e, em Franca, também chega com força total, com dois vereadores eleitos.
Será a maior bancada da Câmara Municipal, com Marcely Tidy, eleito pelo DEM, e Lurdinha Granzotte, do PSL. Terá o mesmo número de vereadores que MDB, PSDB e Cidadania.
Mas isso não significa que tudo ficará assim, em céu de brigadeiro, por muito tempo. É grande a possibilidade de que os dois vereadores troquem de partido.
A legislação prevê que, nestes casos, de fusão de legendas e criação de um novo partido, os parlamentares possam migrar para outra sigla sem perder o mandato por infidelidade partidária.
Pelos corredores da Câmara, Marcelo Tidy já adiantou que não vai permanecer no União Brasil. Mas ainda não tem destino certo. O PSD, de Flávia Lancha é Palamoni, é uma possibilidade, segundo aliados da empresária.
Lurdinha também não ficará. Filiada ao PSL e bolsonarista convicta e declarada, teria no PL, do presidente, seu caminho natural. Porém, nos bastidores, sabe-se de sua proximidade com o prefeito Alexandre Ferreira e o MDB surge com força no caminha de Lurdinha.
Lurdinha e João Rocha, atual presidente do PSL, não têm muita proximidade e a saída de Bolsonaro do partido dá ainda mais abertura para que a vereadora deixe o partido.
Mudanças partidárias
Com a aprovação do União Brasil, não só em Franca, mas em âmbitos estadual e federal, pode ocorrer significativa migração de parlamentares descontentes com a fusão.
Para isso, os deputados, assim como os vereadores de Franca, devem aproveitar a chamada janela partidária, que permite, em um intervalo de tempo predeterminado antes das eleições para a Câmara, a mudança de sigla sem perda de mandato. Neste ano, a janela ficará aberta entre 3 de março e 1º de abril.
Em seu estatuto, a União Brasil se declara “social liberalista” e defende o papel do Estado como “regulador” da economia, focado em garantir à população serviços essenciais “como saúde, educação, segurança, liberdade, habitação e saneamento”.