Especialista explica como a socialização evita ansiedade e agressividade, e orienta passo a passo para adaptação entre pets
A forma como cão e gato vivenciam os primeiros meses de vida tem impacto direto no comportamento que esses pets vão apresentar ao longo dos anos (Foto Arquivo)
A forma como cão e gato vivenciam os primeiros meses de vida tem impacto direto no comportamento que esses pets vão apresentar ao longo dos anos.
A ausência de estímulos de socialização adequados nesse período pode favorecer o surgimento de medo excessivo, agressividade e ansiedade, além de dificultar a adaptação a novas situações.
Por outro lado, quando bem conduzida, contribui para formar animais mais seguros, equilibrados e preparados para conviver com pessoas, outros pets e diferentes ambientes.
Segundo a American Veterinary Society of Animal Behavior (AVSAB), a fase mais importante para esse processo acontece entre a terceira e a décima segunda semana de vida.
É nesse intervalo que experiências positivas com pessoas, outros animais e ambientes variados ajudam a construir respostas emocionais mais seguras.
Cães x gatos: abordagens diferentes
No Brasil, onde a população pet já ultrapassa 149 milhões, de acordo com o Instituto Pet Brasil, e com isso cresce a percepção de que socializar também é cuidar da saúde mental dos animais.
Apesar da importância para ambos, cães e gatos demandam abordagens diferentes. Enquanto os cães, mais sociáveis por natureza, se beneficiam de interações frequentes e variadas, os gatos exigem um processo mais gradual e respeitoso, muitas vezes dentro do próprio território.
De acordo com o veterinário Victor Lima, é fundamental, primeiro, fazê-los associar a presença do novo membro da família a experiências positivas. Contudo, a adaptação precisa ser gradual.
Confira, a seguir, o passo a passo de como apresentá-los:
Reserve espaço
Em um primeiro momento, é importante que os animais tenham diferentes espaços para transitar. Separá-los em cômodos distintos, com tudo que eles precisam, ou colocar barreiras por alguns dias é o ideal.
Barreiras temporárias
O profissional aconselha introduzir o contato aos poucos, utilizando barreiras, como grades, comumente encontradas em pet shops.
“Esse tipo de separação temporária é uma medida preventiva essencial para evitar brigas e acidentes”, afirma o profissional.
Reforço positivo
O veterinário exemplifica que, após o primeiro contato olfativo, quando eles se cheiram, mas não demonstram sinais de estresse, o tutor pode recompensar a interação com petiscos para ambos.
O carinho também pode ser uma forma de recompensa. A atitude fará com que eles associem a presença um do outro a algo agradável.
Convivência gradual
Vitor destaca a importância de impedir que os animais fiquem no mesmo ambiente até que se perceba um maior conforto na presença um do outro. “Mantenha-se atento a sinais de agressividade como rosnados, grunhidos ou silvos”, adverte.