Socialização entre cão e gato é decisiva para comportamento de pets

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 3 de maio de 2026 às 07:00
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Especialista explica como a socialização evita ansiedade e agressividade, e orienta passo a passo para adaptação entre pets

A forma como cão e gato vivenciam os primeiros meses de vida tem impacto direto no comportamento que esses pets vão apresentar ao longo dos anos (Foto Arquivo)

 

A forma como cão e gato vivenciam os primeiros meses de vida tem impacto direto no comportamento que esses pets vão apresentar ao longo dos anos.

A ausência de estímulos de socialização adequados nesse período pode favorecer o surgimento de medo excessivo, agressividade e ansiedade, além de dificultar a adaptação a novas situações.

Por outro lado, quando bem conduzida, contribui para formar animais mais seguros, equilibrados e preparados para conviver com pessoas, outros pets e diferentes ambientes.

Segundo a American Veterinary Society of Animal Behavior (AVSAB), a fase mais importante para esse processo acontece entre a terceira e a décima segunda semana de vida.

É nesse intervalo que experiências positivas com pessoas, outros animais e ambientes variados ajudam a construir respostas emocionais mais seguras.

Cães x gatos: abordagens diferentes

No Brasil, onde a população pet já ultrapassa 149 milhões, de acordo com o Instituto Pet Brasil, e com isso cresce a percepção de que socializar também é cuidar da saúde mental dos animais.

Apesar da importância para ambos, cães e gatos demandam abordagens diferentes. Enquanto os cães, mais sociáveis por natureza, se beneficiam de interações frequentes e variadas, os gatos exigem um processo mais gradual e respeitoso, muitas vezes dentro do próprio território.

De acordo com o veterinário Victor Lima, é fundamental, primeiro, fazê-los associar a presença do novo membro da família a experiências positivas. Contudo, a adaptação precisa ser gradual.

Confira, a seguir, o passo a passo de como apresentá-los:

Reserve espaço

Em um primeiro momento, é importante que os animais tenham diferentes espaços para transitar. Separá-los em cômodos distintos, com tudo que eles precisam, ou colocar barreiras por alguns dias é o ideal.

Barreiras temporárias

O profissional aconselha introduzir o contato aos poucos, utilizando barreiras, como grades, comumente encontradas em pet shops.

“Esse tipo de separação temporária é uma medida preventiva essencial para evitar brigas e acidentes”, afirma o profissional.

Reforço positivo

O veterinário exemplifica que, após o primeiro contato olfativo, quando eles se cheiram, mas não demonstram sinais de estresse, o tutor pode recompensar a interação com petiscos para ambos.

O carinho também pode ser uma forma de recompensa. A atitude fará com que eles associem a presença um do outro a algo agradável.

Convivência gradual

Vitor destaca a importância de impedir que os animais fiquem no mesmo ambiente até que se perceba um maior conforto na presença um do outro. “Mantenha-se atento a sinais de agressividade como rosnados, grunhidos ou silvos”, adverte.

Fonte: É o Bicho!


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