É crucial que os tutores também se envolvam nos jogos, como esconde-esconde ou até mesmo cabo de guerra
Pesquisa aponta que interações mais ativas, como cabo de guerra e esconde-esconde, aumentam o vínculo entre tutores e pets (Foto Freepik)
Brincar de jogar a bolinha pode até ser divertido, mas não é o suficiente para fortalecer o vínculo com o seu cachorro. É o que aponta um estudo da Universidade de Linköping.
Segundo os pesquisadores, a qualidade da interação durante as brincadeiras faz toda a diferença na relação entre tutor e animal.
Interação é o que realmente importa
A pesquisa indica que jogos mais interativos, como cabo de guerra, esconde-esconde e disputas pelo brinquedo, são mais eficazes para criar conexão.
Isso porque essas atividades exigem participação ativa do tutor, diferente de ações mais passivas, como apenas lançar a bolinha.
Estudo envolveu quase 3 mil cães
Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram cerca de 3 mil tutores e seus cães, divididos em três grupos.
Um grupo aumentou o tempo de brincadeiras, outro intensificou o treinamento e um terceiro manteve a rotina habitual.
Mais brincadeira, mais vínculo
Os resultados mostraram que apenas o grupo que passou a brincar mais apresentou melhora significativa no vínculo com os animais.
Já os grupos que focaram em treinamento ou não mudaram a rotina não registraram diferenças relevantes.
Mudança percebida em poucas semanas
De acordo com a pesquisadora Lina Roth, o fortalecimento da relação aconteceu rapidamente.
Em apenas quatro semanas, os tutores já percebiam maior proximidade, com cães mais engajados e iniciando brincadeiras com mais frequência.
Atenção desde cedo faz diferença
Os especialistas também alertam que a falta de interação pode impactar a socialização dos cães, especialmente na fase inicial da vida.
A chamada “janela de socialização” é essencial para o desenvolvimento do comportamento e da relação com os humanos — e pode ser prejudicada quando há pouca interação real no dia a dia.