Governo sanciona lei que institui guarda compartilhada de pets em caso de divórcio;

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 20 de abril de 2026 às 11:30
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Lei determina como deve ser a divisão da guarda e das despesas com os animais em caso de separação em que não há acordo entre as partes

Lei estabelece critérios para a divisão da custódia e das despesas com os pets quando há dissolução de casamento ou união estável e não há acordo entre as partes (Foto CPG Click Petróleo e Gás)

 

O governo federal sancionou e publicou na última sexta-feira (17) a lei que regulamenta a guarda compartilhada de animais de estimação em casos de separação de casais.

A norma estabelece critérios para a divisão da custódia e das despesas com os pets quando há dissolução de casamento ou união estável e não há acordo entre as partes.

O texto foi aprovado pelo Congresso em 31 de março, e prevê que o juiz deverá determinar o compartilhamento da custódia e dos custos de manutenção do animal de forma equilibrada entre os ex-companheiros.

A lei também presume que o animal que tenha vivido a maior parte de sua vida durante a relação deve ser tratado como uma “propriedade comum” do casal.

Perda da posse

No entanto, há exceções. A guarda compartilhada não será concedida em caso de histórico ou risco de violência doméstica ou familiar, ou ainda situações de maus-tratos contra o animal.

Nesses casos, o agressor perde a posse e a propriedade do pet, sem direito a indenização, além de continuar responsável por eventuais despesas pendentes.

Como deve ser a divisão da guarda

Na definição da custódia, o juiz deverá considerar fatores como:

– condições de moradia
– capacidade de cuidado
– tempo disponível e
– bem-estar do animal.

O tempo de convivência com o pet será dividido entre as partes com base nesses critérios.

As despesas também passam a ter regras específicas: custos cotidianos, como alimentação e higiene, ficam a cargo de quem estiver com o animal no período, enquanto gastos extraordinários — como consultas veterinárias, internações e medicamentos — deverão ser divididos igualmente.

Veja as principais regras

– A guarda compartilhada será adotada como regra quando não houver acordo entre o ex-casal;

– Pet é considerado uma “propriedade comum” se viveu a maior parte do tempo durante a relação;

– O juiz vai definir a divisão do tempo com o animal com base no bem-estar e nas condições de cada tutor;

– Custos do dia a dia (alimentação e higiene) são responsabilidade de quem estiver com o animal;

– Despesas extras (veterinário, internações, medicamentos) devem ser divididas igualmente;

– Guarda compartilhada não será concedida em casos de violência doméstica ou maus-tratos; nesse caso, o agressor perde a posse e a propriedade do animal, sem indenização

– Quem abrir mão da guarda também perde a posse e a propriedade do pet;

– Descumprimento repetido de regras combinadas pode levar à perda definitiva da guarda.

Fonte: G1


+ Justiça