Scala e Balbi; conterrâneos disputam finais do Novo Basquete Brasil de lados opostos

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 2 de junho de 2024 às 13:00
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Argentinos entendem que o jogo técnico deles se encaixa bem no NBB

Franco Balbi e Santiago Scala estão de lados opostos da quadra nas finais do NBB CAIXA 2023/24. Mas nem sempre foi assim.

Os armadores argentinos, que jogam no Flamengo e no Sesi Franca, respectivamente, já atuaram juntos em seu país.

Eles foram escolhidos para defender uma seleção formada pelos melhores jogadores das equipes de Junín, cidade onde eles nasceram na Argentina e que fica localizada no noroeste de Buenos Aires.

“Franco nasceu dois anos antes, mas já nos enfrentamos muitas vezes e até jogamos juntos na seleção de Junín contra equipes de outras cidades. Tenho um grande apreço por ele, respeito e amizade. É um prazer para mim jogar contra ele”, afirmou Scala, que cita também o encontro com Martin Cuello, o outro argentino do Flamengo.

Experientes

Balbi nasceu em 21 de agosto de 1989 e faz 35 ainda neste ano. Scala é de 6 de fevereiro de 1991 e, portanto, já fez 33 anos de idade.

“Já jogamos muito contra porque somos da mesma cidade, e conhecemos muito bem que faz cada um. Pra mim é sempre um prazer jogar contra ele. Temos uma amizade, somos da mesma cidade, já jogamos juntos nas categorias de base pela seleção local de Junín, então temos esse relacionamento”, afirmou o armador do Flamengo.

Para Scala, o estilo de jogo do armador argentino se encaixa perfeitamente com o basquete brasileiro. Não à toa, o jogador do Sesi Franca terá o terceiro duelo consecutivo contra um compatriota em uma série de playoff.

Nas quartas de final, o Paulistano tinha Santi Ferreyra. Já na semifinal, o embate foi com Franco Baralle, além de Chuzito e Cortés.

Estilo de jogo

“Cada temporada vai chegando mais argentinos para o NBB. Acho que a nossa forma de enxergar o jogo e a nossa leitura encaixa muito bem para o basquete aqui”, analisou Scala, que prosseguiu.

“Chegaram na final os dois melhores times. É uma coincidência os armadores serem argentinos, mas também tem muito trabalho para ajudar o time a ser cada dia melhor.”

Balbi concorda com Scala. Para o jogador do Flamengo, os argentinos têm características diferentes dos brasileiros e, por isso, ganharam espaço.

“Nós tratamos de dar uma ordem dentro do time, pois os jogadores brasileiros tem uma capacidade atlética que talvez nós não temos, então temos de fazer outras coisas em quadra e acho que Santi faz muito bem isso também em Franca”, afirmou o armador.

Para ele, é apenas uma coincidência ter dois armadores do mesmo país – e cidade – nas finais.

“Não acho que tenha uma explicação. Estamos em times que sempre competem pelo campeonato, então nós somos um jogador a mais dentro de grupos com grandes jogadores”, completou.

Rivalidade

A expectativa é por uma grande série. As Finais do NBB começaram no sábado, com vitória do Sesi Franca no Maracanãzinho.

“Vai ser uma final muito disputada. São duas grandes equipes com grandes jogadores e comissão técnica, então acho que será uma grande final”, afirmou Balbi.

“Temos de fazer as coisas acontecerem. Estou orgulhoso da minha equipe e vamos deixar tudo na quadra como sempre para poder ganhar”, completou Scala.


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