Fortalecer corretamente a musculatura mais profunda do abdômen fará uma força que puxa a barriga de volta para dentro, deixando-a reta.
Algumas mulheres que sonham em ter a barriga reta veem a cirurgia plástica como única alternativa, outras fogem do bisturi e acreditam que não conquistarão a meta.
De acordo com a educadora física Thamires Fernandes, um determinado tipo de abdominal pode ser a “luz no fim do túnel” para quem almeja desfilar com o abdômen retilíneo.
Especialista em emagrecimento feminino, Thamires aponta que a prancha abdominal é eficiente em deixar a barriga reta.
“Diferente dos abdominais convencionais, esse exercício trabalha a musculatura mais profunda do abdômen, ou seja, a musculatura mais próxima aos órgãos”, explica. Ela define esse músculo como uma espécie de “cinta natural”.
Enfraquecimento muscular
“Devido a idade, postura e, principalmente com a gravidez, esse músculo tende a ficar enfraquecido, isto é, frouxo. Isso dá o aspecto de estômago alto e barriga inchada. Existem mulheres magras que têm essa barriguinha saltada. É mais um resultado do enfraquecimento dessa musculatura”, defende a expert.
Segundo Thamires, fortalecer corretamente a musculatura mais profunda do abdômen fará “uma força que puxa a barriga de volta para dentro, deixando-a reta”.
De acordo com a expert, o ideal é iniciar o exercício “sustentando” a postura por 20 a 30 segundos. Caso consiga, pode chegar até um minuto. Thamires cita que fazer três séries por dia é o “suficiente”. “Por ser uma musculatura estabilizadora, está liberado realizar todos os dias”, avalia.
Thamires Fernandes comenta sobre existir variações mais intensas do abdominal, a exemplo da prancha tocando os ombros, escalador cruzado e alternação de pernas. Entretanto, esses níveis só são recomendados para quem consegue manter o umbigo nas costas durante os exercícios.
Consciência corporal
Caso não consiga manter o “umbigo nas costas”, continue no básico e puxe-o para dentro, conforme detalha a expert: “Assim, terá resultado e consciência corporal.”
A educadora física enfatiza quanto a esse abdominal, que trabalha a musculatura mais interna do abdômen, ser “indispensável” para mulheres com diástase.
De acordo com uma notícia do Metrópoles, Thamires reitera sobre sustentar o “umbigo nas costas” ao longo do exercício. Se não conseguir, será necessário fazer adaptações menos intensas a fim de fortalecer a região. “Nesse caso, a musculatura pode estar bem fraca”, finaliza.
A educadora física ensina como fazer o abdominal:
Posicione os cotovelos na linha dos ombros com os antebraços no solo.
Olhe para o chão entre os cotovelos.
Junte os pés e suba o corpo.
Mantenha o quadril no mesmo alinhamento dos ombros.
Sustente essa postura.
“O mais importante de tudo: umbigo lá nas costas durante todo o tempo do exercício”, endossa a especialista.