Quem são governadores mais bem (e mal) avaliados nas capitais

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 14 de outubro de 2020 às 11:42
  • Modificado em 29 de outubro de 2020 às 23:34
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João Doria (PSDB), de São Paulo está entre os governadores mais mal avaliados

O Ibope realizou nesta semana uma rodada de pesquisas eleitorais em capitais brasileiras em que também mediu a aprovação dos governadores. Os governadores mais bem avaliados pelos eleitores em 12 capitais de estado pesquisadas são Rui Costa (PT), na Bahia, Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), no Paraná.

Rui Costa foi o governador que se saiu melhor na pesquisa. A gestão do petista é avaliada como ótima ou boa por 64% dos eleitores de Salvador. Outros 26% a consideram regular e apenas 8% consideram a gestão ruim ou péssima.

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, também é bem avaliado na capital Goiânia, onde 54% dos entrevistados disseram considerar a gestão boa ou ótima. Outros 31% afirmaram considerar a gestão regular e 14%, ruim ou péssima.

Ratinho Júnior (PSC), governador do Paraná, teve a gestão considerada boa ou ótima por 52% dos curitibanos. Outros 32% dos eleitores da capital paranaense consideram o governo regular e 13%, ruim ou péssimo.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, obteve um empate técnico entre os eleitores de Belo Horizonte que avaliam a gestão dele como boa ou ótima (35%), como regular (33%), e como ruim ou péssima (28%). A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento do Ibope permite saber também quem são, segundo os eleitores, os governadores mais mal avaliados nas 12 capitais pesquisadas.

Os governadores mais mal avaliados na pesquisa

Entre os governadores mais mal avaliados nas capitais de seus estados estão Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina; Mauro Carlesse (DEM), do Tocantins; João Doria (PSDB), de São Paulo; e Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco.

Carlos Moisés (PSL), que enfrenta um processo de impeachment no estado, tem a gestão considerada ruim ou péssima por 44% dos eleitores de Florianópolis. Outros 32% consideram a gestão regular e 21%, boa ou ótima.

Quem também tem a gestão avaliada como ruim ou péssima por 44% dos eleitores da capital do estado é Mauro Carlesse (DEM), governador do Tocantins. Há um empate técnico com os eleitores de Palmas que consideram a gestão regular: 39%. Outros 13% consideram a gestão boa ou ótima. A margem de erro da pesquisa em Palmas é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

João Doria (PSDB), chefe do Executivo estadual de São Paulo, também tem a gestão considerada ruim ou péssima por 42% dos moradores da capital paulista. Outros 35% consideram a gestão do governador regular e 22%, boa ou ótima. A margem de erro, segundo o Ibope, é de 3 pontos percentuais.

Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, tem a gestão avaliada como ruim ou péssima por 40% dos eleitores de Recife e como regular por outros 39% — aqui também há um empate técnico. Outros 19% consideram a gestão de Câmara boa ou ótima. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Fátima Bezerra (PT) teve a gestão avaliada como ruim ou péssima por 40% dos eleitores de Natal. Outros 33% avaliaram a gestão como regular e 26% a consideram boa ou ótima.

No caso do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), que assumiu o governo após o afastamento de Wilson Witzel (PSC), determinado pela Justiça, começou o mandato com sua gestão avaliada como ruim ou péssima por 31% dos eleitores da capital e como regular por outros 30%. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, há um empate técnico. Também há empate com os eleitores que ainda não sabem avaliar a gestão: 35%. Apenas 4% dos eleitores cariocas disseram que a gestão de Castro é boa ou ótima.

O levantamento do Ibope permite identificar também quem são, segundo os eleitores, os governadores cuja gestão é considerada apenas e tão somente regular nas 12 capitais pesquisadas.