Para chegar aos cem anos, brasileiro gastará pelo menos R$ 661 mil com convênio 

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 3 de outubro de 2021 às 12:00
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Estudos feitos por jornal norte-americano demonstram o quanto é caro a um idoso brasileiro para manter uma boa assistência

Idosos

Estudos feitos por jornal norte-americano demonstram o quanto é caro a um idoso brasileiro para manter uma boa assistência médica particular

Prevenir-se de graves problemas de saúde é o ideal para quem quer viver muito; mas, com a idade, é inevitável o aparecimento de doenças e o aumento das despesas médicas.

Um cálculo feito por um jornal brasileiro afirma que, para um brasileiro chegar aos cem anos com boa assistência em saúde gastará, pelo menos, R$ 661 mil só em convênio médico.

Para garantir uma vida longa e um envelhecimento saudável não basta praticar boa nutrição, atividade física e evitar estresse; é necessário economizar e garantir uma renda para o futuro para “comprar” uma assistência médica.

Problemas financeiros relacionados à velhice vão desde a diminuição da capacidade cognitiva para lidar com as contas do dia a dia até a dificuldade para custear remédios controlados e cuidados especiais até o fim da vida.

Quanto custa?

Segundo estudo publicado no The Journal of the Economics of Ageing (Revista da Economia do Envelhecimento, em português), periódico da Universidade de Stanford, e republicado no Brasil pelo jornal http://www.opovo.com.br, metade das pessoas que chegam aos 65 anos precisará de serviços de apoio por longos períodos durante a velhice.

Estima-se que, nos Estados Unidos, essas pessoas gastarão, em média, US$ 130 mil com cuidados especiais até o fim da vida. Descontado a cobertura dos seguros de saúde, isso significa que aproximadamente 86 mil dólares saem do bolso do próprio idoso, que deve arcar, ainda, com os custos de medicamentos, transporte, moradia e alimentação.

No Brasil, a saúde deve ser oferecida à população pelo Estado, mas essa incumbência, apesar de essencial, ainda não atingiu seu funcionamento pleno, sendo necessária a contratação de serviços privados por parte dos cidadãos, especialmente dos mais velhos.

Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde para idosos chegam a ser 464% mais caros do que para jovens crianças e adolescentes.

Para pessoas entre zero e 18 anos, um plano com serviços ambulatoriais e hospitalares custa em média R$ 237,90; para quem tem 59 anos ou mais, o preço médio é de R$ 1.343,78.

Ao final de um século de vida, sem considerar a inflação, um brasileiro que hoje tem 59 anos terá gasto R$ 661.139,76 com plano de saúde.


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