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Mesmo sorteados e com contratos assinados, eles não podem ocupar as suas moradias
A paciência está acabando. Esta foi a mensagem que os contemplados com moradias populares no Copacabana, conjunto de predinhos de apartamentos, deixou clara ao prefeito Gilson de Souza (DEM) e aos vereadores envolvidos no processo na última segunda-feira.
Cansados de promessas que não se cumprem, eles se reuniram em frente o conjunto habitacional, cuja entrega se arrasta há anos, e fizeram uma manifestação pacífica, mas de alerta: se o problema não for resolvido, grande parte dos 406 contemplados está disposta a ocupar os apartamentos por conta própria.
Perto de 60 pessoas, nesta segunda, convidaram a imprensa para acompanhar seu descontentamento e demonstraram seu descontentamento com a demora para a entrega dos apartamentos.
Elas foram contempladas, mas não puderam até hoje, por falta de eficiência dos entes públicos envolvidos – Prefeitura e Caixa Econômica Federal – assumir seus imóveis.
Muitas promessas foram feitas e vários prazos já fixados sobre a entrega pelo atual governo. Gilson de Souza realizou um grande evento para fazer a definição dos proprietários de cada apartamento, meses atrás, mas não passou disso.
As chaves, até o momento, são só uma promessa, mesmo o prefeito já tendo completado 15 meses de governo.
Daí a voracidade das críticas dos contemplados com o prefeito e com seu líder informal e mentor político e administrativo, vereador Corrêa Neves Júnior (PSD).
O vereador chegou a postar, em seu Facebook, que as famílias poderiam passar o Natal em seus apartamentos, mas não especificou o ano.
A cada novo prazo não cumprido e promessa vazia, a frustração dos contemplados é ainda maior, mesmo porque as pessoas sentem que têm um imóvel, mas na verdade não têm.
O que se vê são datas que não se concretizam, intermináveis reuniões e desculpas diversificadas, que vão somente causando incredulidade nas famílias que aguardam uma solução.
A nova data prometida para a conclusão das obras e entrega das unidades seria o mês de abril, mas já há dúvidas se será cumprido, uma vez que a documentação exigida pelo cartório ainda não foi finalizada pela Prefeitura.
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