Também chamado de “o repórter
do século”, José Hamilton ganhou
sete prêmios “Esso” de jornalismo
O menino nascido na pequena Santa Rosa de Viterbo, que desde cedo demonstrava vocação para o jornalismo e a literatura.
Para estudar, morou em Casa Branca, São Simão, Ribeirão Preto e Franca.
Muitos anos depois, já jornalista consagrado no Brasil, voltou a morar em Ribeirão Preto para modernizar a imprensa, em pleno período da ditadura militar, revelando nomes que, até hoje, são destaques no jornalismo nacional. Este jornalista é José Hamilton Ribeiro.
Todas as suas histórias estão resgatadas no livro “O jornalista mais premiado do Brasil – a vida e as histórias do repórter José Hamilton Ribeiro” (Editora Ekográfica), escrito pelo também jornalista Arnon Gomes.
A obra que conta a história de Zé Hamilton será lançada no sábado, 17 de setembro, em Ribeirão Preto.
Autor e biografado estarão na Livraria Saraiva – no Shopping Santa Úrsula – das 17h às 20h.
Eles farão uma sessão de autógrafos e vão conversar com o público.
O livro é lançado após pelo menos três efemérides que marcam a carreira do biografado: 80 anos de idade, 60 de carreira e 40 do término da Guerra do Vietnã, conflito do qual foi o único repórter brasileiro a cobrir e que o tornou um nome nacional pelo acidente sofrido, ao pisar numa mina terrestre e perder parte da perna esquerda.
Mas a obra se propõe a ir além do Zé correspondente de guerra.
Procura explicar o motivo de, entre os jornalistas de sua geração, provavelmente a mais brilhante da história da imprensa brasileira, ele ser o único a ficar tanto tempo na reportagem, mesmo com o avanço da TV e, posteriormente, da internet.
Há 36 anos, ele é repórter do programa Globo Rural.
Procura desvendar quais os macetes que o tornaram o jornalista brasileiro com o maior número de prêmios.
E mais: resgata suas reportagens inesquecíveis, em momentos cruciais da vida brasileira, e o legado que deixou.
Toda essa saga é contada com depoimentos do próprio biografado e também de pessoas que conviveram com ele.
São jornalistas, que, assim como o biografado, possuem grandes trajetórias, além de amigos e familiares.
Bastante ilustrado, o livro é dividido em dez capítulos e tem 260 páginas.
O prefácio é de autoria do também jornalista Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S. Paulo e genro de José Hamilton.
Sobre o autor: Arnon Gomes é jornalista, nascido em Santos (SP), em 25 de fevereiro de 1983.
É editor-chefe do jornal “Folha da Região”, de Araçatuba (SP).
Tem pós-graduação em História e Cultura e é autor de outros dois livros “Com véu de alegoria – cem anos de carnaval em Araçatuba” (Somos, 2008) e “Genilson Senche, homem de ideias e ação” (Somos, 2011).
É membro da Academia Araçatubense de Letras.
MÚSICA CAIPIRA
No mesmo evento, Zé Hamilton irá autografar seu mais recente livro, “Música Caipira”, relançado no ano passado pela editora Realejo Livros e que traz um CD com canções que marcaram época.
O livro conta a história de grandes nomes do gênero e das 270 maiores modas de viola.
Para Zé, a música caipira é uma crônica da vida no Brasil.
É o registro da vida do homem – seus conflitos, paixões, trabalho, diversão, franquezas, pontos de honra.
O repertório acumulado mostra-se, assim, como um respeitado documento histórico de certa porção do Brasil.