“Inflação vai cair mais rápido do previsto no 2º semestre”, diz Maílson da Nóbrega

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 18 de julho de 2022 às 13:00
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Segundo o economista, o Banco Central está mirando 2023 e 2024, para evitar que a inflação presente contamine a inflação futura

A inflação deve cair no segundo semestre de 2022 devido à aprovação do projeto de lei que instituiu um teto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte público.

É o que prevê o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega em entrevista à Jovem Pan.

Hoje sócio da Consultoria Tendências, o economista estima que a baixa seja de 1,5% a 2% no aumento de preços que seria verificado sem a medida aprovada pelo Congresso Nacional.

No entanto, Nóbrega faz a ressalva: a lei viola o pacto federativo por mexer em um imposto de competência estadual e será questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) por governadores – enquanto não há uma decisão da Corte, o limite de 18% na alíquota segue em vigor.

Segundo o economista, o Banco Central está aumentando a taxa de juros não é para baixar a inflação de 2022, ele não tem como fazer isso, por causa da defasagem que mencionei entre a ação e o efeito.

O Banco Central está mirando 2023 e 2024, para evitar que a inflação presente contamine a inflação futura. Se contaminar, pode levar a um custo mais alto para desinflar a economia no futuro.


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