Objetivo dos calçadistas é vender volumes maiores para o país árabe, que tem uma das maiores rendas per capita do mundo
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações do setor mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), lançou o Panorama do Calçado – Emirados Árabes.
No material, disponível gratuitamente para download no link, são detalhadas informações e oportunidades no mercado para calçados daquela confederação.
O país, que tem elevado poder aquisitivo, é visto como muito promissor pelos especialistas para aumentar o potencial exportador do calçados brasileiro – e, claro, das indústrias de Franca – o que poderá gerar riquezas e empregos no país e aqui, na Capital do Calçado masculino.
Priscila Linck, coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, explica que o objetivo da publicação é abastecer as empresas com informações relevantes deste que é um dos mercados-alvo do programa Brazilian Footwear.
Bom mercado
Com um dos maiores PIB per capita do mundo, em poder de paridade de compra (US$ 84,4 mil), os Emirados Árabes Unidos (EAU) é um grande consumidor de calçados e dependente das importações, com baixa tarifa de importação. Atualmente, além de importar, a confederação funciona como um hub de reexportação para outros países da região.
Com um market share de apenas 1,3% das importações totais de calçados dos EAU, o Brasil tem grande potencial de crescimento.
“No período pós-pandemia, os países europeus, em especial a Itália, ampliaram sua participação no mercado árabe, ainda assim, a Ásia detém cerca de 70% das importações do país”, adianta a economista.
Segundo Priscila, os EAU possuem uma pauta de importações diversificada, com potencial de ampliação em todos os segmentos produtivos e materiais predominantes, principalmente nos quais o Brasil possui concentração de suas exportações inferior à média do mercado.