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Especial da Globo para Dia da Mulher dá voz a histórias reais de mulheres anônimas

  • Nene Sanches
  • Publicado em 8 de março de 2021 às 05:00
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A ideia é levar para a TV discussões de temas importantes vinculados a datas do calendário, a exemplo do ‘Falas Negras’, exibido em novembro de 2020

(Folhapress) – “Mulheres, não se calem.” A frase é da ambulante Gleice Araújo Silva, 29, mais conhecida como Ruana, e resume uma das principais mensagens do “Falas Femininas”, programa especial que a Globo exibe nesta segunda-feira (8), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Ruana e outras quatro mulheres anônimas, de diferentes cidades do Brasil, são as protagonistas do especial, que faz parte do Projeto Identidade.

A ideia, segundo a emissora carioca, é levar para a TV discussões de temas importantes vinculados a datas do calendário, a exemplo do “Falas Negras”, exibido em novembro de 2020, com 22 atores interpretando depoimentos reais de figuras históricas que lutaram contra o racismo.

Desta vez, a proposta é contar histórias de mulheres reais. E escutar o que elas têm a dizer.

“Apesar de serem as mais numerosas proporcionalmente na nossa população, são as menos vistas, as menos ouvidas, as menos representadas. ‘Falas Femininas’ quer ampliar essas vozes, ao mesmo tempo em que serve como um espelho, para que elas enxerguem e reconheçam seu próprio valor”, diz Patricia Carvalho, que dirige o especial ao lado de Antonia Prado.

A busca pelas cinco personagens começou em novembro de 2020. Em formato documental, a equipe acompanhou o cotidiano das cinco mulheres em suas cidades de origem. Posteriormente, elas se encontraram nos Estúdios Globo, em São Paulo, em um bate-papo mediado por Fabiana Karla.

“É um projeto de muita emoção, força, verdade e superação. A sociedade insiste em dizer [para as mulheres] que elas não são importantes. E nós dizemos: ‘Não, vem cá, me dá a sua mão, a gente quer contar a sua história e mostrar a sua importância, sim”, afirma a atriz e humorista, que fez parte da equipe de criação do “Falas Femininas”.

Fabiana Karla afirma que todo o time por trás das câmeras do especial é majoritariamente feminino, o que inclui roteiristas, câmeras, produtoras, além de uma trilha sonora formada só por mulheres, com destaque para Elza Soares.

Para a rapper e estudante universitária Carol DallFarra, 26, a mais nova entre as cinco retratadas, o especial reforça como a sociedade precisa ter um olhar mais cuidadoso com as mulheres, e não mais naturalizar que elas fiquem sobrecarregadas -o que se acentuou na pandemia do novo coronavírus.

“E isso é urgente. Não temos mais tempo para não valorizar essas mulheres e essas vidas com um olhar de mais atenção. Temos que entender que é a mulher que move o mundo.”

“A mulher brasileira é o pilar social, financeiro e afetivo de diversos lares. Batalhadoras e determinadas, elas seguem uma rotina longa e exaustiva, sem perder o brilho no olhar e a esperança de um futuro melhor”, diz a diretora Antonia Prado.

“É justamente a essa mulher que o especial presta sua homenagem; à mulher ‘comum’, várias vezes invisível para sociedade, mas cheia de vida e histórias para contar. Queremos que elas se reconheçam em toda sua força, potência e beleza”, acrescenta.

O especial também terá exibição no GNT, na quarta (10), às 23h30, logo após o “Saia Justa”.


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