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Vigilância da prefeitura não tem pessoal suficiente; enfermeiro contradiz secretário

  • Marcia Souza
  • Publicado em 14 de junho de 2021 às 14:00
  • Modificado em 14 de junho de 2021 às 19:24
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Durante depoimento para vereadores, ele reconheceu que parentes de funcionários receberam a xepa

Durante depoimento para vereadores, ele reconheceu que parentes de funcionários receberam a xepa

A Frente Parlamentar contra o Coronavírus da Câmara Municipal de Franca ouviu mais dois servidores da Prefeitura na manhã de hoje, 14.

Um deles é o ex-enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Fabrício Ribeiro de Campos, e a diretora do Departamento da Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Leziane Isolina Vilela.

Estavam presentes os vereadores Donizete da Farmácia (MDB), o presidente da comissão; e os membros Gilson Pelizaro (PT) e Lurdinha Granzotte (PSL), além de funcionários da Casa de Leis.

O primeiro depoimento colhido foi o de Fabrício. Ele explicou que o papel da Vigilância era o de traçar estratégias de vacinação contra a covid-19 e distribuir as doses recebidas.

Indagado sobre a xepa (sobra de doses em frascos abertos, que precisam ser aplicadas em poucas horas antes de perderem a eficácia), Campos esclareceu que foram seguidas as notas técnicas do Ministério da Saúde, que preconizou a aplicação em idosos e profissionais da saúde e orientou a não descartar nenhuma dose. “Sou técnico, não sou parcial. Não houve privilégios”, declarou.

Fabrício relatou uma demanda espontânea da população por vacinas através dos quatro ramais telefônicos da Vigilância.

Os nomes dos interessados eram anotados e contatados se alguma dose extra retornasse para o órgão municipal no final do dia. Muitas vezes, os munícipes não podiam se deslocar até a Vigilância naquele momento, o que causou imunizações de última hora, como parentes de servidores.

Fabrício revelou ter vacinado um guarda municipal que não era idoso ou profissional da saúde (mas cujas funções incluíam patrulhamentos nos prontos-socorros municipais) porque faltavam apenas cinco minutos para a aplicação de uma determinada dose.

“Não tínhamos profissionais disponíveis para ficar só ligando para as pessoas da lista. Faltava pessoal na Vigilância. Era como trocar a roda com o carro andando”, explicou.

O enfermeiro contou ter vacinado familiares de servidores mas esclareceu que nenhum parente seu foi imunizado.

Por fim, Campos informou que trabalhou na Vigilância até abril, quando foi transferido para o Pronto-Socorro Infantil, e que a Secretaria Municipal de Saúde sabia como a Vigilância estava aplicando as doses da xepa.

A declaração contradiz o secretário da pasta, Lucas Souza, também ouvido pela frente, que alegou não ter tomado ciência que familiares de servidores foram vacinados (veja mais aqui: https://franca.sp.leg.br/pt-br/noticias/2021/05/eu-nao-sabia-da-vacinacao-de-parentes-revela-secretario-para-frente-da-camara).


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