Endividamento bate novo recorde na pandemia e famílias têm dificuldade para pagar

  • Bernardo Teixeira
  • Publicado em 28 de junho de 2021 às 15:00
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Em março deste ano o endividamento com o sistema financeiro chegou a 58%, no maior porcentual da série histórica, iniciada em janeiro de 2005

Segundo a análise de dados do Banco Central, as famílias já têm quase 60% dos salários comprometidos com dívidas

A crise econômica trazida pela pandemia de covid-19 fez o endividamento das famílias bater novo recorde no Brasil.

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em março, o endividamento das famílias com o sistema financeiro chegou aos 58%. Esse é o maior porcentual da série histórica, iniciada em janeiro de 2005.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas bancárias dividido pela renda das famílias no período de 12 meses.

Como incorpora dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE, o porcentual possui certa defasagem. Por isso o resultado divulgado agora é de março.

Elevada

Notícia do portal Terra diz que se forem descontadas as dívidas imobiliárias – que geralmente abarcam um montante considerável da renda das famílias – ainda assim o endividamento ficou em níveis elevados, de 35,7% em março.

O porcentual também é recorde para a série histórica.

Em função da pandemia, muitas famílias brasileiras têm tido dificuldades para fechar as contas.

Uma consequência disso é a maior procura por crédito, com consequente aumento do endividamento.

Calote

Para se ter uma ideia, em março do ano passado – no início da pandemia – o endividamento total das famílias estava em 49,4%, um porcentual 8,6 pontos porcentuais menor que o visto em março deste ano.

Os dados do BC mostram ainda maiores dificuldades para as famílias pagarem as obrigações mensais dos empréstimos e financiamentos bancários.

O comprometimento da renda mensal com essas dívidas ficou em 30,5% em março, acima dos 30,0% de março do ano passado.

Se for o financiamento imobiliário for excluído da conta, o comprometimento da renda ficou em 27,9% em março, ante 27,7% em março do ano passado.


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