Em tom de desabafo, empresário de Franca conseguiu conversar com Bolsonaro sobre a crise calçadista
O empresário Ítalo Antonio Manóchio, que é dono de uma fábrica de calçados na Vila Nova, foi a Brasília, onde teve acesso ao presidente da República, Jair Bolsonaro.
Ele esperou na grade de proteção e protestou de forma veemente contra a crise da pandemia do coronavirus que afetou drasticamente o setor calçadista.
O empresário, aproveitando a aproximação do presidente da República, se identificou como produtor calçadista de Franca e disse da grave situação que o segmento está atravessando no país por conta da pandemia do Covid-19.
Dizendo ser microempresário, assim como a maioria das empresas calçadistas francanas, falou que “as pequenas empresas estão vendendo o almoço para comprar a janta”.
Acrescentou que em Franca as indústrias estão demitindo em massa porque não têm para quem vender.
Além disso, o empresário citou as medidas do governador João Dória, que acima de tudo afetaram as indústrias e reduziram drasticamente a produção, ameaçando a economia local e principalmente o emprego de vários trabalhadores.
Bolsonaro ouviu atentamente a posição do empresário e perguntou: “qual será o objetivo dele de fazer isso aí?
Depois Jair Bolsonaro esticou a conversa. Ele disse que, “como regra — não estou generalizando — como regra, o político não está muito preocupado com o povo, não”.
O protesto do calçadista francano está circulando nas redes sociais de Franca e tem gerado a adesão de muitos empresários insatisfeitos com a situação.
Segundo Ítalo, os empresários francanos estão se reinventando para se reerguer diante das crises de saúde e econômica.
Mas destacou que o que se vislumbra é uma crise que poderá provocar o fechamento de várias indústrias.